Hoje (27), o recebemos um executivo que valoriza o tempo em família e gosta de conhecer novos destinos ao lado da esposa e das filhas. Aos 39 anos, Saulo Vilaça, diretor de Administração, Finanças, Controladoria e Facilities do Le Canton, é casado com Kaliane e pai de Maria Alice, Ana Clara e Isabela. Sempre que possível, dedica o tempo livre às viagens e momentos com elas.
Apaixonado por leitura, Vilaça tem interesse por temas ligados à liderança, gestão, estratégia, finanças, inovação e desenvolvimento pessoal. Para relaxar, também gosta de ouvir música, com preferência pelos estilos cristão, MPB e sertanejo.
Graduado em Fisioterapia pela Universidade Estácio de Sá, possui pós-graduação em Finanças e Controladoria pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e em Gestão e Liderança de Serviços pelo IBMEC. Também concluiu um MBA em Gestão de Negócios pela Universidade Integrada do Recife e atualmente cursa outros dois MBAs na Faculdade Exame, em Inteligência Artificial para Negócios e Liderança.
Com mais de 15 anos de experiência em gestão financeira, governança corporativa e melhoria de performance operacional, Vilaça acumula atuação na estruturação de processos, implantação de controles internos, condução de auditorias e apoio à tomada de decisões da alta administração e de conselhos.
No Três Perguntas Para, ele conversa com o Hotelier News sobre gestão de custos, comportamento do consumidor, desafios do setor e outros temas. Confira!
Três perguntas para: Saulo Vilaça
Hotelier News: Nos últimos anos, a hotelaria enfrentou um ambiente de inflação elevada, custos operacionais crescentes e mudanças no comportamento do consumidor. Qual passou a ser o maior desafio da gestão financeira do Le Canton: preservar margens, manter a competitividade ou continuar investindo no produto? Como o resort equilibra essas prioridades?
Saulo Vilaça: Acredito que o maior desafio não seja escolher entre preservar margens, manter a competitividade ou continuar investindo, mas conseguir fazer as três coisas de forma equilibrada. Na hotelaria, principalmente em um resort de lazer como o Le Canton, deixar de investir significa perder atratividade ao longo do tempo. Por outro lado, investir sem disciplina financeira compromete a sustentabilidade do negócio.
Nossa estratégia passa por uma gestão baseada em dados, planejamento e visão de longo prazo. Buscamos constantemente aumentar a eficiência operacional, revisando processos, controlando custos e direcionando os recursos para iniciativas que realmente agreguem valor ao hóspede e fortaleçam nossa posição no mercado.
O recente projeto do Parc Alpenmare é um bom exemplo dessa filosofia. Foi um investimento concebido para ampliar a experiência do cliente, diferenciar ainda mais o destino e gerar novas oportunidades de receita. Em momentos de maior pressão econômica, entendemos que a inovação, aliada a uma gestão financeira responsável, é o caminho para preservar resultados sem abrir mão da evolução do produto.
HN: Facilities deixou de ser apenas uma área de manutenção para assumir um papel estratégico dentro dos empreendimentos hoteleiros. No Le Canton, como essa área contribui para aumentar eficiência operacional, reduzir custos e, ao mesmo tempo, fortalecer a percepção de qualidade da experiência oferecida ao hóspede?
SV: Hoje, Facilities é uma área essencial para a estratégia do negócio. No Le Canton, ela participa ativamente das decisões relacionadas à infraestrutura, manutenção, engenharia, sustentabilidade e conservação dos ativos, sempre com foco em garantir uma operação eficiente e uma experiência consistente para o hóspede.
A maior parte da percepção de qualidade acontece nos detalhes. Um ambiente bem conservado, equipamentos funcionando perfeitamente, áreas comuns impecáveis e respostas rápidas às demandas operacionais influenciam diretamente a satisfação dos nossos clientes, mesmo que eles não percebam conscientemente todo o trabalho realizado nos bastidores.
Investimos, anualmente, uma parte relevante de nosso orçamento em retrofit de unidades. Além disso, buscamos incorporar tecnologias, processos mais eficientes e soluções sustentáveis em nossos projetos. Isso reduz custos operacionais, aumenta a vida útil dos ativos e melhora a produtividade das equipes. Facilities deixou de ser um centro de custos para se tornar um importante gerador de valor para o empreendimento.
HN: Em um resort com operação complexa, que reúne hospedagem, gastronomia, entretenimento e lazer, cada investimento impacta diferentes áreas ao mesmo tempo. Como vocês avaliam se um projeto realmente gera valor para o negócio quando o retorno financeiro não aparece de forma imediata ou direta?
SV: Nem todo investimento relevante pode ser analisado apenas pelo retorno financeiro de curto prazo. Em um resort, muitos projetos geram valor por meio da melhoria da experiência do hóspede, do fortalecimento da marca, da fidelização dos clientes e da capacidade de manter o empreendimento competitivo ao longo dos anos.
Nossa análise considera indicadores financeiros tradicionais, como retorno sobre o investimento e geração de caixa, mas também métricas operacionais e estratégicas. Avaliamos impactos sobre ocupação, diária média, satisfação dos hóspedes, eficiência operacional, redução de custos futuros e potencial de diferenciação frente ao mercado.
Acreditamos que investimentos bem estruturados criam um ciclo virtuoso: melhoram a experiência, fortalecem a reputação da marca, aumentam a recorrência dos clientes e geram resultados financeiros sustentáveis. É essa visão integrada que orienta as decisões de investimento no Le Canton.
(*) Crédito da foto: Divulgação/Le Canton














