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ICF sobe pelo sexto mês seguido e alcança 104,5 pontos

A CNC (Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo) informou hoje (5) que a ICF (Intenção de Consumo das Famílias) registrou avanço de 1,2% em abril na comparação com março, alcançando 104,5 pontos. Em relação ao mesmo período de 2025, o crescimento foi de 3,1%, revela o Valor Econômico.

Segundo a entidade, o resultado marca o sexto aumento consecutivo do indicador, impulsionado principalmente por uma percepção mais favorável dos consumidores quanto ao momento de aquisição de bens duráveis, como eletrodomésticos. O movimento ocorre mesmo em um cenário de crédito mais restrito e taxas de juros elevadas.

Todos os sete componentes que formam a ICF apresentaram alta na passagem de março para abril. Houve crescimento em emprego atual (0,8%), renda atual (1,3%), nível de consumo atual (0,3%), perspectiva de consumo (0,8%), acesso ao crédito (1,2%), momento para compra de duráveis (2,5%) e perspectiva profissional (2%).

Na comparação anual, cinco dos sete indicadores também avançaram: nível de consumo atual (3,2%), acesso ao crédito (9,4%), momento para duráveis (18,8%), renda atual (1,8%) e perspectiva de consumo (3%). Por outro lado, emprego atual (-0,3%) e perspectiva profissional (-5,4%) registraram queda.

De acordo com técnicos da CNC, o maior interesse por bens duráveis está relacionado à menor pressão inflacionária sobre esses produtos, o que os tornou mais acessíveis. Outro fator que contribuiu para a redução de preços foi a valorização do real frente ao dólar, diminuindo o custo de itens importados.

O avanço da intenção de consumo foi observado tanto entre famílias de maior renda quanto entre as de menor poder aquisitivo. Entre aquelas com renda mensal de até dez salários mínimos, o índice cresceu 3,7%, enquanto nas famílias com renda superior a esse patamar a alta foi de 1,3%.

Principais impulsionadores

Para Catarina Carneiro, economista da CNC, a inflação mais baixa para as famílias de menor renda ajuda a explicar esse desempenho. “O fôlego extra para as famílias de menor renda é explicado pelo diferencial inflacionário: o INPC, que mede o consumo de [famílias com renda] de um a cinco salários mínimos, acumulou alta de 3,77% em 12 meses até março, ficando abaixo do IPCA geral para os outros públicos [de 4,14%]”, diz.

A CNC também destaca que o indicador de “momento para compra de duráveis” teve desempenho mais expressivo entre as famílias de menor renda. Nesse grupo, o avanço foi de 2,5% em relação a março e de 21,5% na comparação anual. Já entre as famílias de maior renda, as altas foram mais moderadas: 2,1% no mês e 10,4% em 12 meses.

Para José Roberto Tadros, presidente da entidade, a continuidade desse cenário positivo depende de fatores macroeconômicos. “Para que esse otimismo seja duradouro, é necessário mantermos o compromisso com o equilíbrio fiscal e a segurança jurídica, permitindo uma flexibilização do crédito que impulsione o setor terciário”, afirmou. “Esperamos que o ‘Desenrola’ seja a primeira das medidas por parte dos agentes públicos para devolver poder de compra ao consumidor brasileiro “, completa.

(*) Crédito da foto: Divulgação

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