Lacte20: evento é aberto em São Paulo
Na manhã de hoje (24), foi aberto oficialmente o Lacte20, evento realizado pela Alagev (Associação Latino Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas). O encontro, que se estende até amanhã (25), acontece Golden Hall do WTC Events Center, na capital paulista, e discute tendências, expectativas e desafios para o setor de viagens corporativas.

A edição que marca os 20 anos do evento foi aberta por Juliana Patti, presidente da Alagev; Luciana Dantas, vice-presidente da entidade; e Luana Nogueira, diretora-executiva. Durante a cerimônia, Juliana ressaltou a importância do segmento, que vem crescendo ao longo dos anos.
“Geramos muitos negócios e conexões ao longo dessas duas décadas de evento, e essa é nossa principal conquista”, disse.
A figura dos líderes na geração de negócios
Dando início à programação de palestras do Lacte20, Fernanda Nascimento, CEO da Stratlab, apresentou o painel Thought Leadership: gerando negócios para empresas através de seus líderes.
Durante a palestra, a executiva mencionou que, atualmente, 75% das negociações corporativas contam com a presença de C-levels. “São eles que irão passar a confiança necessária para fechar aquele negócio. Quando faço negócio, quero me conectar com alguém que agregue para mim”, comentou.

“Além disso, 77% dos decisores querem informações personalizadas e insights de seus parceiros. O mundo corporativo mudou, e a pergunta que fica é: o mercado acompanhou essa mudança?”, analisou.
Segundo Fernanda, três em cada quatro decisores afirmam que executivos que se posicionam tornam a marca mais confiável. “Em um mundo no qual conteúdo faz cada vez mais sentido, é preciso ser um thought leader, que é um profissional que apresenta tendências e insights relevantes”, pontuou.
Fazendo a diferença
Durante a palestra no Lacte20, Fernanda pontuou que a relevância de um executivo eficaz é construída em diversos espaços. “O LinkedIn é um grande exemplo, servindo como seu cartão de visitas quando o cliente quer entrar em contato com a sua empresa”, explicou.
“Você não precisa ser tremendamente criativo. Basta ser tremendamente interessante, do ponto de vista do mercado corporativo. É o compartilhamento de conteúdo que faz com que as pessoas saibam o que temos para oferecer”, completou.
Segundo apresentado por Fernanda, citar pesquisas fortes e dados ajuda a construir uma relação de confiança entre empresas e clientes.
“A reputação sustenta credibilidade. E isso é um trabalho contínuo, gerando networking, que é uma das coisas mais importantes que se pode conquistar nesse meio”, afirmou a CEO da Stratlab.
Como criar eventos impactantes?
Continuando a programação do Lacte20, foi apresentado o painel De CPF para CPF: como fazer eventos que impactam para todos. O bate-papo contou com as participações de Monique Rühl, gerente de Experiência de Marca da Haleon; Sandra Veloso, gerente de Eventos da Avipam Yes; Leonardo Stangueti, gerente de Vendas do Tivoli Mofarrej São Paulo; Vivian Gomes, diretora Comercial do Grupo R1; Ana Moscardi, diretora de Log & Corp da Renase Eventos; Gabriela Alves, head de Marketing e Projetos Especiais da TP Corporate; Anay Gremaud, gerente regional de Vendas do Enjoy Punta del Este Resort & Casino; Karla Fidelis, especialista em Inteligência em Eventos da Neogrid; e Patrizia Battaglia, gerente de Operações e Novos Negócios da Beauty Fair – Grupo Ikesaki.
Durante a conversa, os palestrantes enfatizaram a importância de criar conexões significativas nos eventos, a fim de gerar experiências positivas. “A conexão que criamos com o público é como contar uma história. E o bom é que é possível fazer isso de forma sutil”, disse Karla.
“Existe uma estratégia chamada Teoria dos 5 sentidos, ou seja, eventos que mexem com todas as nossas sensações e reações estão criando conexões legítimas”, complementou Patrizia.
Na explanação, Karla reforçou um dado importante: 84% das pessoas que participam de eventos ao vivo afirmam que a experiência emocional foi o principal fator que as motivou a comparecer.
Criando experiências
Dando continuidade ao bate-papo, Anay pontuou que um dos fatores que geram conexões emocionais é o pertencimento. “Para isso, o evento precisa ser autêntico, com uma abordagem que faça com que as pessoas se sintam representadas”, analisou.
“É preciso que as pessoas se sintam ouvidas e bem-vindas. Nisso, entram as soluções e iniciativas de acessibilidade, entre outras”, endossou. Logo em seguida, Stangueti, abordou o formato TED como uma das principais iniciativas para criar conexões humanas em eventos. “Pessoas impactam pessoas, e é isso que temos que levar como legado. Criar esse impacto real tem que ser nosso lema”, reforçou.
O papel da IA nos dias atuais
No último bate-papo da programação do Lacte20, Tricia Neves, co-fundadora da Mapie, apresentou o painel Se a tecnologia faz tudo, qual é o seu papel?. Durante a explanação, a executiva ressaltou o potencial da IA (Inteligência Artificial), mas relembrou que o fator humano segue sendo um diferencial.
“A tecnologia acelera profundamente a divulgação de informação, mas isso não significa que estamos acessando certezas. Por isso, é interessante que analisemos o impacto desses recursos no mercado de trabalho”, pontuou.
Como a IA a criação de empregos?
Na conversa, Tricia pontuou que um dos principais impactos da IA são as mudanças na geração de empregos. “Obviamente terá uma mudança: cada vez mais, o foco será voltado para profissões tecnológicas e da economia verde”, acrescentou a executiva.

“Tudo isso transforma o mercado como um todo e tem impacto naquilo que todos nós fazemos. Quando olhamos para essa migração, vemos funções repetitivas sendo eliminadas. Até 2030, espera-se crescimento líquido de 7% na criação de empregos globais”, afirmou.
Além disso, Tricia destacou que o crescimento da tecnologia também cria uma necessidade chamada upskilling, ou seja, de aprimoramento de habilidades por parte dos profissionais. “É um movimento natural para que eles se adaptem a esses novos processos”, endossou a executiva.
Neste cenário, ela elencou três pontos principais para que os profissionais se adaptem a esta nova realidade:
- Resiliência, liderança e aprendizado contínuo
- Pensamento analítico, criatividade e colaboração
- Alfabetização tecnológica e digital
“As habilidades se transformam e temos que nos aprimorar para entender como serão os próximos anos”, concluiu Tricia.
(*) Crédito das fotos: Lucas Barbosa/Hotelier News


















