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Marriott tem lucro líquido de US$ 763 mi no 2º tri

A Marriott International divulgou hoje (5) os resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2025, com desempenho positivo em diversos indicadores, mesmo diante de um cenário macroeconômico incerto. O RevPar global da companhia cresceu 1,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado principalmente pelo segmento de lazer. Nos mercados internacionais, o crescimento foi de 5,3%, enquanto EUA e Canadá mantiveram estabilidade. O lucro líquido reportado no trimestre foi de US$ 763 milhões, enquanto o lucro líquido ajustado totalizou US$ 728 milhões.

Segundo Anthony Capuano, presidente e CEO da Marriott, o trimestre foi marcado por resultados financeiros sólidos e um crescimento robusto no número de quartos. “O RevPar internacional apresentou forte expansão, especialmente nas regiões Ásia-Pacífico e EMEA. Nos Estados Unidos e Canadá, o desempenho estável foi sustentado pelo segmento de luxo, embora tenha havido queda na demanda por serviços seletivos, reflexo da redução nas viagens governamentais e de negócios corporativos”, destaca.

O Ebitda Ajustado, por sua vez, alcançou US$ 1,4 bilhão, crescimento de 7% em comparação com o segundo trimestre de 2024.

Expansão global e novas marcas

A Marriott adicionou cerca de 17,3 mil quartos à sua operação global no período, sendo mais de 8,5 mil em mercados internacionais. O portfólio da empresa chegou a 9,6 mil propriedades e aproximadamente 1,7 milhão de UHs em operação. Já o pipeline global de desenvolvimento atingiu um novo recorde, com 3,8 mil propriedades e mais de 590 mil quartos — mais da metade fora dos Estados Unidos.

Capuano destaca o fortalecimento do portfólio com a inclusão de novas marcas. “Lançamos a Series by Marriott, uma nova coleção regional voltada aos segmentos midscale e upscale. Estamos entusiasmados com a parceria inicial com o portfólio Fern na Índia e com o interesse global de proprietários”, diz. A companhia também concluiu recentemente a aquisição da marca citizenM, voltada ao lifestyle, ampliando sua oferta para hóspedes e membros do programa de fidelidade Marriott Bonvoy.

Fidelização e retorno aos acionistas

O Marriott Bonvoy alcançou 248 milhões de membros até o fim de junho, consolidando-se como uma plataforma robusta de fidelização e engajamento. Ao longo do ano, até 30 de julho, a companhia retornou aproximadamente US$ 2,1 bilhões aos acionistas por meio de recompras de ações e distribuição de dividendos. A expectativa é atingir US$ 4 bilhões em retornos até o fim de 2025.

As taxas de administração e franquia básicas somaram US$ 1,2 bilhão no segundo trimestre — alta de quase 5% sobre o mesmo período de 2024. As taxas de administração por desempenho atingiram US$ 200 milhões, impulsionadas principalmente pelo bom desempenho internacional, que respondeu por quase dois terços desse montante.

As receitas provenientes de propriedades próprias e arrendadas (descontadas as despesas diretas) somaram US$ 113 milhões, ante US$ 99 milhões no mesmo período do ano passado. Já as despesas gerais e administrativas foram de US$ 245 milhões, ligeiramente abaixo dos US$ 248 milhões registrados em 2024, em função de menores custos com remuneração.

A dívida total da empresa ao fim de junho era de US$ 15,7 bilhões, com US$ 700 milhões em caixa e equivalentes, frente aos US$ 14,4 bilhões em dívida e US$ 400 milhões em caixa no fim de 2024. Durante o segundo trimestre, a Marriott recomprou 2,8 milhões de ações ordinárias por US$ 700 milhões. No acumulado do ano até julho, já foram recompradas 6,4 milhões de ações, totalizando US$ 1,7 bilhão.

Perspectivas

A empresa reafirma suas projeções para o ano, considerando um ambiente macroeconômico estável. A previsão de crescimento líquido de quartos se mantém próxima a 5% em 2025. A perspectiva inclui US$ 355 milhões em investimentos relacionados à aquisição da citizenM e à ampliação do portfólio tecnológico e de capital, sem considerar possíveis aquisições adicionais de propriedades ou marcas.

 

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