Seguindo a programação do STR Summit, o painel STR é um bom negócio? A visão da incorporação e da operação do negócio debateu a perspectiva de operadores e incorporadores sobre a viabilidade de novos empreendimentos no segmento de short-term rental.
A conversa foi mediada por Pedro Cypriano, managing partner da Noctua Advisory, e contou com as participações de Luiz Eduardo Mazetto, CEO da Viva; Monica Medeiros, CCO da Seazone; e Vitor Buzatti, COO da Hub360.
Logo no início do debate, Buzatti destacou que o setor exige consciência de que nem todas as verticais da operação precisam ser internalizadas. Segundo ele, trabalhar com parceiros estratégicos é essencial para garantir uma experiência positiva nos empreendimentos.
Monica, por sua vez, reforçou a visão apresentada pelo executivo e acrescentou que é inviável centralizar toda a operação dentro das empresas. “Precisamos fortalecer aquilo que fazemos de melhor e enxergar as parcerias como uma alternativa estratégica e válida”, salientou.
Principais insights
Ao abordar os aprendizados acumulados pelo setor, Mazetto afirmou que, no início, muitas empresas priorizavam o ganho de volume e a expansão do portfólio. “Nossa visão sempre foi inverter essa lógica, focando mais em eficiência. Quando isso acontece, a escala vem naturalmente”, afirmou.

O executivo acrescentou que a forma como essa escala é construída é mais importante do que o crescimento isolado. Em seguida, Buzatti ressaltou que educar o anfitrião é um passo fundamental para tornar o mercado mais profissional e ampliar sua capacidade de crescimento.
Para Monica, a análise detalhada do potencial de cada empreendimento é indispensável. A executiva explicou que é necessário avaliar cuidadosamente as possibilidades de retorno financeiro para proprietários, anfitriões e investidores. “Quem aposta nisso quer ter retorno. Caso contrário, não faz sentido”, comentou.
Estratégias
Durante o painel, Buzatti avaliou que outro fator decisivo para o avanço do segmento é compreender profundamente o mercado e diversificar o portfólio. Segundo ele, empresas que seguem esse caminho conseguem desenvolver estratégias mais assertivas, crescer de forma consistente e contribuir para a evolução do setor.
Mazetto destacou que, atualmente, é importante equilibrar volume e conhecimento de mercado. “O setor vive um momento em que alguns ativos performam muito bem, enquanto outros nem tanto. Mas já existem exemplos de empreendimentos extremamente bem planejados, que hoje geram uma rentabilidade capaz de impulsionar o segmento”, afirmou.
Encerrando o debate, Monica reforçou que o retorno prometido ao investidor precisa ser efetivamente entregue. Segundo a executiva, quando um investidor procura a empresa, são apresentados empreendimentos semelhantes na mesma região, além de projeções de receita que ajudam a transmitir maior segurança na tomada de decisão.
Ao longo do painel, os executivos deixaram claro que o amadurecimento do mercado de short-term rental passa por planejamento estratégico, eficiência operacional e construção de parcerias sólidas. Mais do que expandir portfólios, o desafio do setor está em desenvolver modelos sustentáveis, capazes de gerar rentabilidade consistente e fortalecer a confiança de investidores e anfitriões.
(*) Crédito das fotos: Bruno Churuska/Hotelier News











