A entrevistada de hoje (5) do Três perguntas para afirma que sua vida sempre esteve ligada à arte e ao esporte e que, mesmo no tempo livre, gosta de permanecer conectada a esses universos. Maria Cristina Garcia, recém-anunciada diretora artística da Gramado Parks, conta que aprecia assistir a espetáculos, ler, ouvir música e acompanhar competições de patinação artística.
A executiva também gosta de viajar e vivenciar experiências culturais e de entretenimento em diferentes partes do mundo, buscando referências que sirvam de inspiração para seus projetos. Sua trajetória profissional começou no gelo, quando teve a oportunidade de atuar como patinadora em grandes produções internacionais, como Holiday on Ice e, posteriormente, Disney on Ice, ambas da Feld Entertainment.
Ao longo dos anos na companhia, iniciou como performer e assumiu gradualmente funções de liderança, até chegar ao cargo de diretora de Operações para a América Latina, onde foi responsável pela gestão operacional e estratégica das produções na região.
Formada em Direito, possui MBA em Global Management pela University of Phoenix. Antes de se mudar para Gramado (RS), trabalhou por cerca de dois anos e meio como gerente na Embaixada da Austrália, em Brasília.
Agora, ela fala ao Hotelier News sobre os desafios da nova função. Confira!
Três perguntas para: Maria Cristina Garcia
Hotelier News: O que significa ser diretora artística na hospitalidade? Como isso se aplica na Gramado Parks?
Maria Cristina Garcia: Para mim, ser diretora artística na hospitalidade é cuidar da emoção das pessoas. Hotéis e parques podem ser lindos, mas o que realmente permanece são os momentos vividos ali: um espetáculo que emociona, um personagem que faz uma criança sorrir, uma música que passa a fazer parte da memória de uma viagem em família. A arte tem esse poder de transformar uma visita em uma lembrança que acompanha as pessoas por muitos anos.
Na Gramado Parks, isso ganha um significado muito especial, porque trabalhamos com destinos completos que incluem parques, hotéis que recebem famílias do Brasil inteiro e também de diversos países da América do Sul. O entretenimento artístico sempre teve um papel importante nos destinos turísticos, mas é raro vê-lo estruturado de forma estratégica dentro de empresas cujo core business é a multipropriedade. Acredito que esse movimento mostra como a experiência do visitante se tornou central para o valor dos destinos e para a construção de memórias que fazem as pessoas quererem voltar ao longo dos anos e até adquirir uma propriedade em nossos empreendimentos.
HN: Quais serão seus principais objetivos na função? E quais os principais desafios?
MCG: Meu principal objetivo é continuar fortalecendo o entretenimento como parte essencial da experiência Gramado Parks. Temos parques e hotéis incríveis, e a arte e o esporte podem ampliar ainda mais essa jornada acompanhando o visitante ao longo de toda a sua estada. Sinto que a empresa entende que a arte e o esporte têm o poder de transformar uma visita e esse é o meu propósito: ajudar a criar esses momentos mágicos todos os dias.
O desafio é fazer tudo isso acontecer mantendo autenticidade e qualidade. Muitos acreditam que entretenimento artístico é apenas o desenvolvimento de espetáculos. Eu acredito que, para realmente alcançarmos a satisfação do público, é preciso primeiro entender quem é esse cliente, contando histórias que criem conexão verdadeira e desenvolvendo experiências que realmente emocionam. A magia acontece quando o entretenimento passa a fazer parte do valor do destino e da relação que os visitantes constroem com cada um dos nossos empreendimentos.
HN: Com o avanço do entretenimento na empresa, como se expande também o escopo da diretoria artística?
MCG: Ao meu ver, o entretenimento artístico não se limita a espaços. Ele começa a fazer parte da identidade dos destinos e da forma como as pessoas vivenciam cada empreendimento GPK. Isso envolve pensar em personagens, storytelling, trilhas sonoras, eventos sazonais e experiências que acontecem ao longo do ano nos parques e também nos hotéis tanto para nossos visitantes como experiências únicas para os multiproprietários.
Dentro da Gramado Parks, a diretoria artística consegue penetrar em quase todas as áreas da empresa porque a experiência do visitante se constrói em vários momentos da jornada. Vejo essa evolução com muito entusiasmo, porque mostra que o entretenimento artístico é reconhecido como parte estratégica da experiência turística. De certa forma, é também um movimento que reforça algo em que sempre acreditei: a arte não é apenas espetáculo, ela pode ser uma ferramenta poderosa para dar identidade, emoção e significado aos destinos.
(*) Crédito da foto: Divulgação/Gramado Parks














