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Três perguntas para: Natalia Maturana

Natural de São Paulo, Natalia Maturana é uma viajante de carteirinha. Apaixonada por conhecer novas culturas, a diretora de Talento e Cultura do Grupo Wish destaca dois lugares no mapa como seus favoritos: Ásia e a cidade de Salvador.

Praticante de yoga e “mãe” de gato, a executiva gosta de apreciar o melhor da música brasileira, em especial as canções embaladas por Caetano Veloso. Advogada de formação, Natalia é pós-graduada em Direito do Trabalho pelo Mackenzie.

“Iniciei minha carreira em uma big Four, assumi pela primeira vez uma gerência de RH em 2005, em uma multinacional espanhola e, desde então, venho atuando em segmentos diversos (TI, Utililities, Catering, Seguros e Hotelaria) sempre em multinacionais, na área de recursos humanos”, conta em entrevista à reportagem do Hotelier News.

Responsável pelas mudanças internas da rede hoteleira, a diretora fala sobre a virada de chave na cultura organizacional da empresa e os desafios na gestão de pessoas.

Três perguntas para: Natalia Maturana

Hotelier News: Recentemente, o Grupo Wish apresentou sua nova cultura organizacional. Como uma empresa já consolidada no mercado, quais foram os maiores desafios dessa reestruturação? E como essa transformação afeta o cliente final?

Natalia Maturana: Eu não chamaria de reestruturação e sim colocar de maneira sistematizada e com comunicação acessível a forma como fazemos as coisas por aqui. A base da cultura do Grupo Wish foi ouvir nossos colaboradores e líderes nos nove hotéis do Brasil, do Nordeste ao Sul do país, do corporativo à operação. E o resultado não poderia ter sido mais lindo. A “nova” cultura apenas colocou luz no que já somos como empresa. O impacto no cliente foi notado pelo maior engajamento e orgulho de pertencimento dos nossos colaboradores. A cultura do Grupo Wish suporta toda a nossa excelência de serviços.

HN: Quando o assunto é mão de obra, a hotelaria vive um momento de se reinventar. Além da escassez de talentos, o setor precisa se adaptar às novas gerações e às mudanças governamentais, como a atualização da NR-1. Pensando neste cenário, quais são as prioridades do departamento de Recursos Humanos?

NM: A nossa prioridade é cuidar para que o nosso a ambiente de trabalho seja saudável e seguro em todos os aspectos, inclusive no que se refere à saúde mental, que é o que trata a atualização da NR-1. Antes mesmo da norma, o Grupo Wish já tinha esse olhar: lançamos o Equilíbrio, nosso Programa de Qualidade de Vida na metade de 2024. Nesse programa, entre outras coisas, é possível que os nossos colaboradores tenham acesso à terapia, por exemplo, sem qualquer custo.

HN: A diversidade foi um dos pontos centrais do desenvolvimento da cultura do Grupo Wish. Em um mercado com mão de obra defasada, quais os maiores desafios para construir um time diverso?

NM: Na minha opinião, o maior desafio para construir um time diverso é ter uma liderança que enxergue a diversidade como algo que realmente agrega para o negócio. Eu me considero privilegiada, pois no Grupo Wish isso é verdadeiro, tanto quando falamos de alta liderança, quanto dos gerentes gerais dos nossos hotéis pelo Brasil. A cultura de fato reflete o nosso pensamento como grupo de líderes. No Grupo Wish você pode ser quem você é.

(*) Crédito da foto: Divulgação/Grupo Wish

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