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“Whycation” é destaque no relatório de tendências da Hilton

Se em 2025 o ESG, turismo do sono e bem-estar ditaram as viagens, para o próximo ano, uma nova tendência ganhará força. De acordo com o Relatório de Tendências da Hilton, em 2026 o whycation destacará o propósito dos deslocamentos e a escolha dos destinos. Intitulado The Whycation – Travel’s New Starting Point, o levantanto da rede hoteleira muda a questão de “para onde estamos indo?” para “por que estamos indo?”.

A pesquisa, realizada com 14 mil viajantes em 14 países, incluindo o Brasil, aponta que o ano de 2026 marcará a consolidação do conceito de whycation — viagens motivadas por razões emocionais: o desejo de descanso, a necessidade de reconexão e o anseio por experiências significativas.

Depois de anos priorizando o “mais é mais”, o estudo indica uma virada em direção a experiências intencionais. Os turistas agora buscam aventuras que reflitam seus valores e identidades — seja uma escapada tranquila, uma road trip nostálgica guiada pela imaginação das crianças e tradições familiares, ou uma jornada inspirada por paixões pessoais. Com calma, cultura e conexão entre as prioridades, as viagens de hoje estão começando com um novo ponto de partida: o “porquê”.

“À medida que os viajantes buscam mais significado em suas viagens, confiança e familiaridade nunca foram tão importantes”, afirma Chris Nassetta, presidente e CEO da Hilton. “O relatório deste ano mostra que 74% dos viajantes valorizam reservar com marcas que conhecem e confiam, um sinal claro de que conforto e consistência são essenciais no cenário de viagens atual. Mais do que nunca, é o sentimento por trás da viagem que guia o início da jornada.”

O documento é baseado em ampla pesquisa global, incluindo o levantamento feito em parceria com a Ipsos, além de insights de mais de 5 mil colaboradores da Hilton e feedback de 1 mil membros do programa de fidelidade Hilton Honors.

Hushpitality: buscando o doce silêncio

Em 2026, os viajantes procurarão destinos capazes de reduzir as distrações da vida moderna. A busca pela calma, e até por momentos de silêncio, representa uma mudança na forma como as pessoas viajam, escolhem seus destinos e relaxam.

  • Viagem como fuga: mais da metade (52%) dos brasileiros afirmam reservar um tempo para ficar sozinhos, adicionando dias extras antes ou depois das férias em família. Além disso, 56% dizem que fariam uma viagem de negócios apenas para ter uma pausa da rotina familiar ou do parceiro.
  • Sozinhos juntos: entre os viajantes de negócios, 27% buscam deliberadamente momentos a sós, com 30% preferindo uma refeição ou lanche noturno individual após eventos em grupo, enquanto 19% escolhem dormir em vez de socializar com colegas.
  • Silêncio, simplificado: quase 73% dos viajantes em todo o mundo valorizam o check-in digital, e 27% afirmam se comunicar mais com hotéis do que antes, priorizando tecnologias que proporcionam agilidade e respostas rápidas.

O conforto do lar é a nova “bagagem de mão”

A familiaridade se tornou o ponto de partida das jornadas. Os viajantes buscam conforto e uma sensação de lar, mesmo longe dele, levando consigo rotinas diárias — de séries preferidas a pets. Em meio a ritmos familiares, muitos também reservam tempo para recarregar energias e perseguir hobbies, transformando o tempo livre em tempo bem vivido.

  • Sabores familiares: quase 80% dos viajantes globais afirmam encontrar conforto em itens conhecidos do cardápio, e 48% chegam a preparar suas próprias refeições em viagens. Já 77% dos brasileiros praticam o chamado “turismo de supermercado”, explorando produtos locais durante o passeio.
  • Conforto: entre os brasileiros, 70% dos donos de pets dizem priorizar as necessidades dos animais em vez das próprias ao planejar uma viagem, enquanto 82% dos “pais de plantas” consideram a rega antes de sair — um reflexo de como o planejamento agora envolve todos os dependentes.
  • Espaço para crescer: 72% dos viajantes globais desejam tirar um tempo para explorar uma paixão ou hobby, e 60% afirmam que se desconectariam completamente para viajar por meses — ou até anos —, mostrando que quem busca conforto também anseia por evolução pessoal.

Permutações de geração: as férias em família expandidas

As crianças deixaram de ser apenas passageiras das férias em família para se tornarem parte ativa do planejamento. Pais e mães estão desenhando roteiros pelos olhos dos filhos e redescobrindo, junto deles, o prazer da curiosidade e da brincadeira. Viagens multigeracionais e escapadas entre avós e netos estão em alta, movidas por espontaneidade e experiências compartilhadas.

  • Vozes jovens, grande influência: 73% das famílias com filhos ou netos afirmam envolver as crianças no planejamento das férias, e 78% dizem que os pequenos os inspiram a experimentar coisas novas.
  • Skip-gen em ascensão: quase 30% dos viajantes que viajam com crianças estão adotando viagens skip-gen, em que apenas os avós acompanham os netos. Já 50% dos pais com mais de um filho preferem viajar com uma criança por vez para criar laços e momentos únicos.
  • Tempo de diversão desconectado: em 2026, 84% dos viajantes buscarão oportunidades de brincar juntos em família, e 81% dos pais e avós brasileiros pretendem impor períodos “sem tela” durante as férias para manter todos conectados.

Hereditário: viajar é de família

Mesmo depois de adultas, muitas pessoas continuam viajando com os pais, preservando preferências herdadas de anos de experiências compartilhadas. Da escolha dos hotéis aos programas de fidelidade, a influência familiar ainda molda o comportamento das novas gerações de viajantes.

  • Preferências transmitidas: dois terços dos viajantes globais afirmam que suas escolhas de hotéis foram moldadas pelos pais; 58% dizem o mesmo sobre programas de fidelidade; e 73% reconhecem que seu estilo de viagem é influenciado pela família.
  • Ainda no plano família: mais da metade (53%) das famílias no mundo viaja com pelo menos um filho adulto — e, na maioria dos casos, são os pais que arcam com os custos. Apenas 11% dos filhos adultos pagam integralmente as viagens.
  • Viagem como legado: 80% das famílias brasileiras valorizam experiências acima de presentes materiais, e 76% buscam vivências que conectem às tradições locais.

(*) Crédito da foto: Divulgação/Hilton

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