A atuação do Google Hotels tem perdido fôlego em meio a mudanças regulatórias e transformações tecnológicas no setor de buscas online. De acordo com uma análise recente da Bernstein, a plataforma ainda é relevante no cenário global, mas está pressionada por fatores como a DMA (Lei de Mercados Digitais) em vigor na UE (União Europeia) e a adoção crescente de respostas automatizadas via IA (inteligência artificial).
Segundo informações do Skift, a regulação europeia forçou o Google a reposicionar seus serviços na página de resultados, reduzindo a exposição do Google Hotels em pesquisas relacionadas a hospedagem. Além disso, os resumos gerados por IA nos resultados de busca — AI Overviews — tem papel central na diminuição do tráfego orgânico para plataformas tradicionais.
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Segundo o relatório, a Expedia se destaca com aprimoramento de estratégias de precificação e marketing, ganhando mais visibilidade em comparação ao Google Hotels. Já o Super.com, um novo player do mercado, chama a atenção ao oferecer tarifas inferiores em relação às plataformas tradicionais, embora a sustentabilidade desse modelo ainda seja incerta.
“Essas mudanças abriram espaço para concorrentes diretos como Expedia, Tripadvisor e Trivago e Super.com, por exemplo”, aponta a Bernstein em nota. A consultoria analisou cerca de 19 mil hotéis nos Estados Unidos e nas principais capitais europeias para avaliar o impacto no tráfego e na conversão das plataformas.
Apesar do enfraquecimento, a Bernstein afirma que o Google Hotels ainda não perdeu sua relevância. No entanto, o cenário é competitivo e está em rápida transformação. “A IA generativa pode tornar as mudanças regulatórias vistas até agora apenas uma nota de rodapé na história da busca por viagens”, conclui a consultoria.
(*) Crédito da foto: Unsplash















