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Guia Michelin chega à marca de 22 hotéis no Brasil

O Guia Michelin anunciou sua seleção de hotéis para 2026. No Brasil, dois novos empreendimentos passaram a integrar a relação de estabelecimentos reconhecidos com a Chave Michelin, enquanto um hotel foi promovido de uma para duas chaves. Com as mudanças, o país chega a 22 hotéis distinguidos pela publicação.

A seleção global de 2026 foi definida após meses de visitas anônimas realizadas pelos inspetores do Guia Michelin. Ao todo, mais de 470 novos hotéis foram incorporados em 79 destinos, enquanto mais de 80 propriedades já presentes na seleção receberam promoções de categoria.

No Brasil, o Hotel Unique e o Tivoli São Paulo Mofarrej, ambos na capital paulista, passaram a integrar a lista com uma chave. Já o Awasi Santa Carina (SC) foi promovido a duas chaves. O empreendimento era anteriormente chamado de Ponta dos Ganchos Exclusive Resort.

A Chave Michelin é a distinção concedida pelo guia aos hotéis que se destacam dentro de sua seleção. As propriedades são avaliadas pelos inspetores a partir de critérios relacionados à experiência de hospedagem, arquitetura, design, serviço e personalidade do empreendimento, entre outros aspectos.

Com a atualização de 2026, o Brasil passa a reunir 17 hotéis com uma chave. Além dos novos Hotel Unique e Tivoli São Paulo Mofarrej, fazem parte da categoria Barracuda Hotel & Villas (BA), Botanique Hotel & Spa (SP), Carmel Taíba Exclusive Resort (CE), Emiliano São Paulo (SP), Fasano Angra dos Reis (RJ), Fasano Boa Vista (SP), Fasano Salvador (BA), Fasano São Paulo (SP), Fasano Trancoso (BA), Fera Palace Hotel (BA), Hotel Santa Teresa Rio MGallery (RJ), Kenoa Exclusive Beach & Spa Resort (AL), Pulso Hotel Faria Lima (SP), Toca da Coruja (RN) e Txai Resort (BA).

Na categoria de duas chaves, o país conta com três propriedades: Awasi Santa Carina, Copacabana Palace (A Belmond Hotel), no Rio de Janeiro, e Palácio Tangará, em São Paulo. O Brasil também mantém dois hotéis na categoria máxima da distinção. O Hotel das Cataratas, A Belmond Hotel (PR), e o Rosewood São Paulo, na capital paulista, são reconhecidos com três chaves.

Recorte regional

A seleção de 2026 acrescentou 20 novas Chaves Michelin ou promoções de categoria em seis países da América do Sul. Com as mudanças, o continente passa a contar com 94 hotéis reconhecidos.

A Europa concentra 1,3 mil hotéis com chaves em mais de 35 destinos. Em 2026, a região recebeu 194 novas chaves e promoções. Na seleção global, 18 hotéis receberam pela primeira vez a distinção de três chaves Michelin. As novas propriedades estão distribuídas pela Ásia, Europa, Oceania, África e Américas.

Entre os novos integrantes da categoria estão o Borgo Santandrea, na Costa Amalfitana, na Itália, e o Southern Ocean Lodge, na Austrália. A seleção também incorporou chaves Michelin em 10 destinos que recebem a distinção pela primeira vez: Armênia, Benin, Botsuana, Cazaquistão, Liechtenstein, Mongólia, Myanmar, Ruanda, Eslováquia e Zimbábue.

Ásia, Oriente Médio, África e Oceania ampliam presença

Na Ásia e no Oriente Médio, a seleção de 2026 reúne 600 hotéis com chaves Michelin, considerando novas distinções e promoções.

A África chega a 113 hotéis reconhecidos, com 28 novas chaves e promoções. Já a Oceania soma 92 propriedades, após 37 novas chaves e promoções na edição deste ano. Na América do Norte, América Central e Caribe, a seleção de 2026 acrescentou mais de 100 novas chaves e promoções distribuídas por mais de 10 destinos.

A seleção global de hotéis do Guia Michelin reúne atualmente mais de 9,4 mil propriedades. Desse total, 2,8 mil possuem uma, duas ou três chaves. Desde o lançamento das chaves Michelin, em outubro de 2025, mais de 2,2 mil hotéis foram incorporados à seleção global. Entre os 2,8 mil hotéis com chaves, 2 mil possuem uma, 657 receberam duas e 155 estão na categoria de três.

Inspetores apontam tendências na hotelaria

A edição de 2026 também apresenta tendências observadas pelos inspetores do Guia Michelin durante as avaliações dos hotéis. Entre elas está o avanço de viagens mais lentas e imersivas, com hóspedes permanecendo por mais tempo em um número menor de destinos e demonstrando interesse por locais menos movimentados.

Outra tendência identificada é a maior fluidez entre diferentes modalidades de viagem. As fronteiras entre negócios e lazer estão mais flexíveis, enquanto viajantes combinam diferentes orçamentos, experiências e estilos de hospedagem.

O conceito de luxo também aparece em transformação. Segundo o Guia Michelin, que entrou na hotelaria há pouco mais de três anos, propostas que combinam experiências ao ar livre, privacidade, vilas particulares e hospitalidade residencial ganham espaço entre os viajantes.

O bem-estar, por sua vez, vai além dos spas tradicionais, com hotéis ampliando suas ofertas relacionadas a wellness e cuidados com a saúde física e mental. Os inspetores também identificaram uma valorização crescente do design como elemento de descoberta. Ambientes visualmente marcantes ganham espaço, sem que serviço e atmosfera deixem de ter papel central na experiência. Outra frente destacada é a expansão da hotelaria de luxo para o mar.

Chave Michelin ganha presença em novos destinos

Para Gwendal Poullennec, diretor Internacional do Guia Michelin, a expansão da seleção ocorre em meio a mudanças na indústria de hospitalidade, especialmente com a evolução de hotéis independentes e boutique.

Segundo o executivo, a edição de 2026 reúne propriedades com diferentes conceitos, portes, localizações e faixas de preço, além de mostrar a expansão da hotelaria para novos mercados. A seleção completa de hotéis do Guia Michelin 2026 já está disponível nas plataformas da publicação, onde os viajantes podem consultar as propriedades reconhecidas e a respectiva categoria de chave Michelin.

(*) Crédito da foto: Divulgação

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