O Charlie anunciou a expansão de suas operações para Belo Horizonte, após consolidar presença em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. A chegada à capital mineira prevê, inicialmente, a gestão de três empreendimentos localizados em bairros de alto padrão, como Funcionários e Lourdes.
Juntos, os projetos podem representar até 433 apartamentos sob gestão da empresa. A previsão é que a operação tenha início entre dois e três anos, conforme a entrega do primeiro edifício.
Segundo Allan Sztokfisz, CEO e cofundador do Charlie, a escolha de Belo Horizonte está relacionada às características da demanda local e ao potencial do mercado imobiliário.
“O mercado de Belo Horizonte reúne características muito alinhadas ao modelo do Charlie. É uma capital com forte demanda corporativa, turismo de negócios e um mercado imobiliário em expansão”, pontua.
Empresa aposta em imóveis ainda na planta
O modelo de negócios do Charlie combina características da locação residencial tradicional com a operação de hospedagem. Por isso, a companhia também busca captar imóveis ainda na planta, antes mesmo da entrega dos empreendimentos.
Aarti Waghela, CGO do Charlie e responsável pelas áreas de Expansão e Novos Mercados, explica que a estratégia é desenvolvida em conjunto com as incorporadoras. A proposta é apresentar aos potenciais compradores a possibilidade de contar com a empresa na gestão da unidade.
Durante a comercialização do empreendimento, o interessado em adquirir um apartamento pode conversar, além do corretor, com um consultor do Charlie. O profissional apresenta o modelo de operação e as possibilidades de gestão do imóvel para estadias de curta duração.
Para o investidor, a empresa oferece um pacote que reúne diferentes etapas da operação. Entre os serviços estão estudo de viabilidade, projeto de interiores, reforma, divulgação nos principais canais de reserva, precificação inteligente e atendimento ao hóspede 24 horas por dia.
Também fazem parte da estrutura serviços de manutenção preventiva e o envio periódico de relatórios. Com isso, o proprietário não precisa administrar diretamente reservas, hóspedes e questões relacionadas à manutenção da unidade.
Operação reúne serviços para proprietários e hóspedes
Nas projeções apresentadas pelo Charlie, a rentabilidade média para o investidor pode ficar 70% acima daquela obtida com a locação convencional. A estimativa é da própria empresa e não representa um resultado já registrado pela operação em Belo Horizonte.
A gestão também contempla a resolução de problemas cotidianos relacionados às unidades. Entre os exemplos estão a substituição de profissionais responsáveis pela limpeza em caso de ausência e o atendimento a ocorrências como problemas no chuveiro.
Do lado do hóspede, o Charlie afirma trabalhar com padrões mínimos para as unidades administradas. A companhia estabelece critérios para itens e características dos apartamentos, com o objetivo de manter uma padronização da experiência.
Charlie já reúne mais de 2,5 mil apartamentos
A operação em Belo Horizonte será adicionada à estrutura já existente do Charlie em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Segundo Waghela, a operação nessas três cidades funciona como uma espécie de “cartão de visitas” para a expansão da empresa.
Atualmente, a companhia informa ter mais de 2,5 mil apartamentos vinculados e receber cerca de 40 mil hóspedes por mês. O público atendido inclui executivos em viagens corporativas, turistas e pessoas que precisam de uma moradia temporária enquanto reformam a própria residência.
Com a entrada em Belo Horizonte, o Charlie amplia sua atuação no mercado brasileiro de estadas flexíveis e passa a prospectar novos empreendimentos na capital mineira, com foco inicial em projetos localizados em regiões de alto padrão.
(*) Crédito da foto: Divulgação/Charlie














