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Eduardo Martin: Da localização à precificação – 3 Pilares do mercado de STR

O modelo de negócio de STR (short-term rental) revolucionou os mercados de hospedagem e vem se consolidando como alternativa tanto para os investidores imobiliários, quanto para os hóspedes.

A criação dessa alternativa de rentabilização para os investidores e proprietários tem fomentado o crescimento da oferta:

O mercado brasileiro acumula desde 2020 um crescimento de oferta de 82%, evidenciando o potencial que ele tem. Porém, a taxa de ocupação no Brasil em 2025 é de 41%, o que aponta para uma necessidade de profissionalizar a atividade para que ela alcance melhores performances.

Atualmente, apenas 2,4% das propriedades estão sob gestão profissional. Esse número traz duas importantes mensagens.

  1. Ainda existe muito espaço para melhorar resultados através de modelos de gestão mais robustos.
  2. A competição no mercado amador traz mais complexidade e insegurança para o consumidor.

Para lidar com esse cenário, é importante olhar para a cadeia de receita sob três perspectivas:

Localização e produto

Assim como no mercado imobiliária, para o segmento de hospedagem a localização também é a principal variável de decisão. Pode-se assumir ainda que quanto mais relevante a localização, maior a oferta e a concorrência no local. Com grande disponibilidade de oferta em um local e a ocupação média mencionada acima, o produto e a experiência do hóspede assumem um papel fundamental na escolha do cliente. Clareza sobre o produto, atributos e facilidades disponíveis, visibilidade de uma jornada sem fricções e comunicação assertiva são pontos essenciais para a decisão.

Diversificação de clientes e canais

O mercado de STR vive hoje um importante momento de desenvolvimento, no qual o público B2B começa a enxergar no modelo de hospedagem uma alternativa viável. É estratégico para uma propriedade ajustar seu produto para isso e ampliar seus canais de distribuição para alcançar um público novo, capaz de reduzir a sazonalidade e gerar tarifas médias mais altas.

Precificação e inteligência de mercado

Por fim, a última camada da cadeia de receita é um marco da profissionalização e da geração de resultado para esse segmento. Assegura-se que através de uma estratégia de precificação adequada captura-se o valor máximo gerado pelo produto e distribuição.


Eduardo Martin é Associate Partner da Noctua Advisory, líder da área de Revenue Management e Advanced Analytics. Em mais de 20 anos de trajetória profissional, especialmente na aviação, foi responsável por uma carteira de receita de R$ 20 Bilhões ao ano, pela implementação de 10+ sistemas de RM, por 2 BIs e pela gestão de equipes que somaram mais de 100 analistas e desenvolvedores com o viés de desenvolvimento analítico, otimização de receitas e automação de processos.

(*) Crédito da foto: arquivo pessoal

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