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LACTE 21: quando o coffee break vira estratégia de negócios

Durante a programação do LACTE 21, o painel Menos PowerPoint, mais coffee break: a ciência de desenhar conexões através do paladar colocou a gastronomia no centro da estratégia dos eventos corporativos. A conversa foi mediada por Bruno Garcia, sócio e diretor Comercial da Ori Casting, e contou com a participação de Rodolfo Vieira, diretor de Operações do Club Med.

Vieira provocou o público ao questionar de que forma a alimentação pode tornar os encontros mais sensoriais e relevantes. Para ele, gastronomia, ambiente e perfil dos participantes precisam estar alinhados para gerar experiências memoráveis e impactantes.

“Pode parecer que não, mas essa equação é extremamente importante. Os estímulos certos favorecem decisões estratégicas e assertivas. Várias enfermidades do corpo e mente estão relacionadas à forma como nos alimentamos. Por isso, as experiências gastronômicas não podem ser tratadas como mero acessório nos eventos”, afirmou.

Ao longo da apresentação no LACTE, aberto hoje (23), o executivo destacou que os encontros corporativos deixaram de ser apenas agenda e conteúdo. Hoje, é fundamental criar ambientes capazes de influenciar o comportamento dos participantes. “A tomada de decisão começa na biologia e na bioquímica. A gastronomia está diretamente ligada a isso e precisa deixar de ser vista como custo adicional para assumir o papel de ativo estratégico na construção dos eventos”, pontuou.

Outros insights

Vieira também ressaltou que a IA (Inteligência Artificial) já pode contribuir para ampliar a personalização da alimentação em grandes encontros. Segundo ele, a coleta e a análise de dados permitem adaptar cardápios e experiências às necessidades específicas do público, promovendo inclusão e atendendo restrições alimentares de forma mais ágil e eficiente.

Rodolfo Vieira
“Criar conexões é fundamental”, disse Vieira

Outro ponto destacado foi a relação entre comida e memória. Para o executivo, gestores podem explorar essa conexão ao desenvolver estratégias que despertem sensações e fortaleçam vínculos emocionais. Nesse contexto, a escolha dos ingredientes e a concepção do cardápio ganham ainda mais relevância no desenho de experiências marcantes.

Ao fim do painel, ficou evidente que pensar a gastronomia de forma estratégica é ampliar o potencial dos eventos como espaços de conexão, influência e lembrança duradoura — onde cada detalhe, inclusive o que está no prato, contribui para resultados mais consistentes.

(*) Crédito das fotos: Lucas Barbosa/Hotelier News

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