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LACTE 21 discute qualidade das negociações corporativas

Na manhã de hoje (23), a Alagev (Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas) deu início a mais uma edição do LACTE (Latin American Community for Travel and Events Experience). Realizado no Golden Hall do WTC Events Center, em São Paulo, o encontro segue até amanhã (24) e reúne especialistas, executivos e lideranças para discutir os desafios e as transformações do setor.

A abertura foi conduzida por Juliana Patti, presidente da Alagev, e Luana Nogueira, diretora-executiva da entidade. Em seu discurso, Luana ressaltou a força e o dinamismo do mercado, além do potencial de geração de oportunidades mesmo em um cenário desafiador.

“É um setor muito pulsante, que vem crescendo cada vez mais. Por isso, é crucial que trabalhemos juntos”, afirmou. A cerimônia contou ainda com a participação de Fernando Guinato, diretor do WTC Events Center, que destacou a diversidade da programação e a relevância dos temas propostos, capazes de estimular reflexões sobre o futuro da indústria.

“Sentimos que o evento vem crescendo, e o setor felizmente tem respondido muito bem, com maior participação”, declarou.

A importância da boa negociação corporativa

Abrindo a programação de painéis, o debate Compras e negociação: o poder da boa negociação corporativa abordou como a negociação pode ir além da redução de custos, gerando valor, conexões estratégicas e decisões com retorno efetivo.

Dividido em etapas, o painel reuniu diferentes lideranças do mercado. A primeira parte contou com Danielle Almeida, gestora de Viagens e Eventos Corporativos do Grupo Ser Educacional, e Anderson Wolff, gerente Nacional de Vendas Corporativas da GOL Linhas Aéreas.

Logo no início, Wolff enfatizou a importância de dados qualificados nas negociações. Segundo ele, é fundamental compreender o perfil do viajante, avaliar como os fornecedores se conectam a esse público e definir com clareza as premissas que orientam a política de viagens.

O executivo também destacou que é essencial prometer apenas o que pode ser operacionalizado. “Em toda negociação, os dois lados têm que ganhar. Um acordo corporativo trata de performance, não de descontos. É preciso acompanhar esses contratos e entender como estão performando”, afirmou, reforçando a relevância da governança na gestão contratual.

Para Wolff, transparência, uso de dados confiáveis e conhecimento técnico por parte dos gestores são fatores determinantes para impulsionar o crescimento do setor. Ele acrescentou que o fortalecimento da relação entre clientes e fornecedores permite compreender melhor as necessidades dos viajantes. “Quando discutimos, entendemos a demanda e, a partir disso, construímos a oferta”, disse, lembrando que o setor lida com expectativas e exige constante adaptação.

Negociação com hotéis

A segunda etapa do painel reuniu Marcela Mata, coordenadora da Minerva Foods, e Patricia Bibiano, coordenadora de Contas-Chave e Estratégicas da Accor. No início da conversa, Patricia destacou que as negociações corporativas atualmente se baseiam em objetivos claros do cliente, política de viagens, jornada do viajante e abertura ao diálogo.

Segundo a executiva da rede francesa, o perfil do gestor de viagens tem evoluído, o que exige conversas mais transparentes e disposição para flexibilizações. “Essas discussões são determinantes para negociações bem-sucedidas”, afirmou.

Patricia Bibiano
“Dados são essenciais nessas negociações”, disse Patricia

Patricia reforçou ainda que os dados são um dos pilares das negociações com hotéis, pois permitem identificar quais empreendimentos trabalham com tarifa fixa e quais adotam modelos de descontos dinâmicos. “Um único modelo não funciona para todas as negociações. O futuro está na segmentação, considerando um mercado volátil e incentivando novos formatos tarifários”, concluiu.

O painel apresentado no primeiro dia do LACTE evidenciou que a maturidade nas negociações corporativas passa, cada vez mais, por estratégia, análise de dados e construção de parcerias sustentáveis. Em um ambiente de constantes mudanças, o alinhamento entre compradores e fornecedores surge como elemento central para garantir eficiência, competitividade e geração de valor no setor de viagens e eventos corporativos.

(*) Crédito das fotos: Lucas Barbosa/Hotelier News

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