
Na hotelaria, a performance está sempre em análise. Afinal, são os números que mostram como um hotel está se comportando. Por isso, é necessário compreender os fatores que explicam os resultados. Foi nesse cenário que o painel Os números por trás da performance foi apresentado, dentro da programação do HSMAI Sales Acceleration Meeting, em São Paulo.
A conversa foi mediada por Gabriella Lapos, diretora regional de Revenue Management da Hilton, e contou com as participações de Daniel Bressan, diretor de Planejamento, Produto e Rentabilidade da CVC Corp; Igor Castelo, diretor de Revenue e Vendas da Amarante; e Geraldo Prezoto, executivo de E-Commerce, Marketplace e Performance Digital do Grupo Wish.
Abrindo o painel, Bressan analisou a flutuação das tarifas aéreas, que começaram a subir em fevereiro e tiveram um salto mais expressivo entre março e abril. “A curto prazo, estamos vendo um crescimento expressivo do preço de passagens, mas para o segundo semestre temos uma perspectiva de queda. E isso é um importante indicador de performance, que precisa ser sempre acompanhado”, disse.
Castelo, por sua vez, destacou que a Amarante criou indicadores próprios para balizar os gastos da empresa. Um deles é a receita líquida de custo e distribuição. “É um fator que nos permite analisar de forma mais orgânica a performance de modo geral”, acrescentou.
Principais insights
No bate-papo, Prezoto afirmou que uma métrica importante de performance é a taxa de conversão, que ajuda a subsidiar decisões e alinhamentos estratégicos dentro dos hotéis.
“Além disso, é necessário entender o lifetime value e como ele impacta no cliente. São indicadores que vão dar uma visão imediata de como planejar, e isso reflete em como reter os clientes e manter a relação ao longo do tempo, o que é importantíssimo”, complementou.

Retomando a palavra, Castelo salientou que, no contexto atual, é importante analisar a precificação do aéreo como indicador importante para determinadas praças. “Isso faz todo o sentido, porque o aéreo ainda é caro, e para muitos destinos ainda é o principal meio de transporte. Isso direciona totalmente as estratégias de hotéis e de toda a cadeia de turismo”, disse.
Os debates reforçaram como diferentes indicadores ajudam a compor a leitura de performance no setor, desde variáveis externas, como o comportamento das tarifas aéreas, até métricas internas de receita e conversão. A integração desses dados aparece como elemento central para orientar decisões mais precisas dentro da hotelaria e do turismo.
O painel evidenciou que acompanhar apenas resultados isolados não é suficiente. A análise combinada de indicadores financeiros, operacionais e de mercado se mostra essencial para entender o desempenho dos hotéis e sustentar estratégias mais consistentes de crescimento e competitividade no setor.
(*) Crédito das fotos: Lucas Barbosa/Hotelier News












