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Slaviero hospitalidade

Três perguntas para: Átila Sousa

Fora da rotina intensa da hotelaria, Átila Sousa, gerente geral do Lagune Barra Hotel, encontra na arte uma de suas principais fontes de inspiração. Entrevistado de hoje (24) do Três perguntas para, o executivo aproveita o tempo livre para assistir a musicais no teatro sempre que possível.

O executivo também é apaixonado por música e transita com naturalidade entre estilos como jazz, MPB e sertanejo, tanto o raiz quanto o universitário. Sousa gosta de descobrir novos artistas, mas sem deixar de lado os clássicos que marcaram época. Nos momentos de lazer, outra programação frequente é reunir os amigos na tradicional Feira da Glória, no Rio de Janeiro.

Graduado em Turismo e Hotelaria pela Universidade Anhanguera e pós-graduado em Gestão Cultural pelo Senac RJ, Sousa soma mais de duas décadas de experiência no setor de hospitalidade. Ao longo da carreira, passou por importantes empreendimentos do Rio de Janeiro, como Hotel Glória, Windsor Hotéis, Hilton Rio de Janeiro Copacabana e Fairmont Copacabana. Neste último, ocupou o cargo de diretor de Hospedagem entre 2022 e abril deste ano.

Desde maio, está à frente da gestão do Lagune Barra Hotel. Em entrevista ao Hotelier News, o executivo comenta as estratégias que vêm sendo implementadas no empreendimento localizado na Barra da Tijuca. Confira!

Três perguntas para: Átila Sousa

Hotelier News: A venda direta é uma prioridade para muitos hotéis, mas exige investimento constante em tecnologia e marketing. Como o Lagune avalia o retorno dessas iniciativas em comparação com a distribuição via OTAs?

Átila Sousa: A venda direta é muito importante porque aproxima o hotel do cliente, já que o contato é direto desde o momento da compra, reduzindo os custos com os canais intermediários. Por outro lado, as OTAs continuam sendo grandes parceiras, pois ampliam nossa visibilidade e ajudam a alcançar novos mercados.

No Lagune, conduzo a equipe comercial de forma que se mantenha em equilíbrio entre os canais, ou seja, investindo na venda direta, mas sem abrir mão da força das OTAs para maximizar os resultados do hotel.

HN: A gestão de custos passou a ser tão importante quanto a geração de receita. Quais centros de despesas recebem hoje maior atenção da administração do Lagune e onde ainda existem oportunidades de ganho de eficiência?

AS: Os maiores focos de atenção em redução de custos são folha de pagamento, manutenção e contratos de serviços, sobretudo com mão de obra terceirizada, algo que se tornou real no nosso segmento pós-pandemia. Buscamos eficiência no controle do custo sem comprometer a experiência do hóspede, revisando continuamente processos e indicadores.

As principais oportunidades estão na automação, gestão inteligente de insumos, eficiência energética e produtividade de colaboradores, sempre com decisões baseadas em dados.

HN: Na prática, quais indicadores chegam diariamente à mesa do gerente geral? Há alguma informação que considera indispensável para conduzir a operação e que muitos hotéis ainda negligenciam?

AS: Acompanho, diariamente, indicadores, como ocupação, diária média, RevPAR, forecast, receita, satisfação dos hóspedes e produtividade das áreas operacionais. Mais do que o resultado do dia, considero essencial um forecast confiável, pois ele me orienta em tomada de decisões comerciais, operacionais e financeiras. Antecipar cenários é o que mais impacta a eficiência da gestão hoteleira.

(*) Crédito da foto: Divulgação/Lagune Barra Hotel

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