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Nova disputa da hotelaria é a conectividade, diz Expedia

O Expedia Group divulgou um estudo global que revela como diferentes níveis de adoção de softwares de conectividade influenciam a operação e os resultados financeiros dos hotéis. A pesquisa, publicada no Hotel News Resource, ouviu 1,5 mil tomadores de decisão de hotéis independentes, redes franqueadas e grandes cadeias em seis mercados. O levantamento comparou empreendimentos com conectividade completa, conectividade básica e sem conectividade.

Os dados mostram que hotéis com conectividade mais avançada apresentam desempenho superior em indicadores como taxa de ocupação, diária média e RevPAR. Segundo os dados, 81% dos hotéis totalmente conectados registraram melhora nesses indicadores, percentual que cai para 52% entre os empreendimentos com conectividade básica e para apenas 26% entre aqueles que não utilizam esse tipo de solução.

Além disso, 83% dos gestores de hotéis com conectividade completa acreditam que a tecnologia contribui positivamente para os resultados financeiros do negócio. Entre os empreendimentos com conectividade básica, esse índice é de 55%.

Outro destaque do estudo é o impacto da conectividade na eficiência operacional. De acordo com os dados, 81% dos entrevistados em hotéis totalmente conectados afirmaram que trabalhar com um provedor de conectividade reduziu os atritos operacionais e diminuiu significativamente as tarefas manuais. Entre os hotéis com conectividade básica, apenas 49% relataram benefícios semelhantes.

O levantamento também aponta que cerca de 74% dos hotéis sem conectividade ainda executam, de forma parcial ou totalmente manual, atividades relacionadas às OTAs. Em contrapartida, aproximadamente metade dos empreendimentos totalmente conectados já automatizou a maior parte — ou até mesmo a totalidade — dessas operações.

Confiança, desafios e próximos passos

A pesquisa indica ainda que hotéis com conectividade completa demonstram maior confiança na gestão de tarifas e disponibilidade em diferentes canais de distribuição. Entre esses empreendimentos, 95% acreditam que alterações de preços e inventário são refletidas em todos os canais em até 15 minutos. O índice é de 90% nos hotéis com conectividade básica e de 80% naqueles sem conectividade.

Os estabelecimentos que ainda não utilizam essas soluções também enfrentam riscos maiores. Segundo o estudo, eles têm 14% mais probabilidade de registrar casos de overbooking e 9% mais chances de sofrer atrasos na entrega de reservas.

Apesar dos benefícios identificados, ainda existem barreiras para a adoção dessas tecnologias. A principal preocupação, citada por 32% dos entrevistados, é a possibilidade de perder o controle sobre tarifas ou inventário. Outros obstáculos incluem a limitação de recursos internos de TI ou de conhecimento técnico (25%) e a percepção de que os benefícios não compensam o investimento (24%). Ao mesmo tempo, 27% dos participantes afirmaram que pretendem adotar soluções de conectividade, embora ainda não tenham iniciado esse processo.

Como parte da estratégia para ampliar a adoção dessas ferramentas, o Expedia apresentou um plano baseado no conceito de Autonomous Distribution, dividido em três etapas. A primeira, Autonomous Onboarding, busca acelerar a integração dos hotéis à plataforma. A segunda, Autonomous Management, é voltada à simplificação das operações diárias. Já a terceira, Autonomous Optimization, tem como objetivo aprimorar o desempenho comercial por meio de ferramentas promocionais e da ampliação da distribuição, reforçando o foco da empresa em soluções de tecnologia.

De forma geral, os resultados indicam que hotéis que investem em soluções avançadas de conectividade tendem a alcançar ganhos operacionais e financeiros, com maior eficiência, redução de riscos e melhor desempenho nos principais indicadores de receita.

(*) Crédito da foto: Divulgação/Expedia Group

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