Dando continuidade à programação do STR Summit, aberto há pouco, o painel Tecnologia e STR: os caminhos para uma operação eficiente reuniu Felipe Marcondes, country manager da Guesty no Brasil; Guilherme Andrigueti, CEO da Magikey; e Hugo Guimarães, COO da Stays. A mediação ficou a cargo de Eduardo Martin, associate partner da Noctua Advisory.
Abrindo a conversa, Martin lançou uma provocação sobre como utilizar as ferramentas tecnológicas a favor do segmento de short-term rental, questionando os participantes sobre a relação entre inovação e eficiência operacional no setor.
Ao responder, Guimarães destacou que muitas operações acabam se tornando mais complexas justamente pela adoção de integrações mal estruturadas. “O que deveria ser uma vantagem acaba virando mais um desafio. Se você não sabe como utilizar esses recursos, eles não resolvem os problemas que precisam ser resolvidos”, afirmou.
Na sequência, Marcondes ressaltou que, à medida que as empresas crescem, a tecnologia se torna essencial para otimizar processos e ganhar escala. Segundo ele, o mercado atravessa uma transformação acelerada, impulsionada pelo surgimento constante de novas ferramentas.
“Eu acho que a IA (Inteligência Artificial) não é mais algo para o futuro. É uma tendência para agora. As pessoas ainda enxergam isso como uma solução apenas conversacional, mas ela pode apoiar diferentes áreas da operação, desde que seja bem aplicada. Esse é o meu principal conselho para as empresas do setor, porque já existem maneiras muito interessantes de melhorar a eficiência”, comentou.

STR e tecnologia
Durante o painel, Andrigueti afirmou que a tecnologia se tornou especialmente atrativa para o mercado por conta da evolução dos ecossistemas integrados. “Para trabalhar distribuição, Revenue Management e outras frentes da operação, são necessárias integrações menores, mas muito importantes”, explicou.
O executivo também observou que o setor ainda apresenta baixo nível de profissionalização, formado majoritariamente por pequenas operações. Nesse cenário, segundo ele, o uso estratégico da tecnologia pode beneficiar empresas de todos os portes e impulsionar o crescimento do segmento.
Ao longo da discussão, Guimarães reforçou que, apesar dos avanços tecnológicos, o fator humano continua sendo indispensável dentro das operações. “É colocar a IA para apoiar a entrega da experiência, mas sem esquecer do humano”, destacou.
Marcondes complementou afirmando que a tecnologia permite que as equipes foquem na hospitalidade em seu sentido mais amplo: o bem-receber. “Essas soluções assumem tarefas mais operacionais e repetitivas, liberando as equipes para atuar no que realmente importa, que é proporcionar uma boa experiência ao hóspede”, disse.
Andrigueti acrescentou que nem todas as áreas da operação devem ser automatizadas. Para ele, o desafio está em encontrar equilíbrio entre eficiência e personalização. “Trata-se de entender o que pode ser automatizado e o que precisa permanecer essencialmente humano”, pontuou.
Encerrando o debate, Guimarães lembrou que o short-term rental possui uma dinâmica complexa e que a tecnologia deve funcionar como suporte estratégico, e não como centro absoluto da operação. Ao longo do painel, os executivos mostraram que o futuro do setor passa pela combinação entre inovação, integração inteligente e valorização da experiência humana, em um mercado que busca cada vez mais eficiência sem abrir mão da hospitalidade.
(*) Crédito das fotos: Bruno Churuska/Hotelier News














