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Três perguntas para: Patrícia Bonetti

Filmes e séries fazem parte do tempo livre de Patrícia Bonetti. Quando a rotina permite, a vice-presidente Comercial de Grupos e Eventos do Club Med Brasil assiste a produções como Dexter, Prison Break, Suits, Criminal Minds e Bridgerton.

A entrevistada de hoje (20) do Três perguntas para também cita Sociedade dos Poetas Mortos e Toy Story entre seus filmes favoritos. Para relaxar, gosta de ler e recomenda Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie, e Em busca de mim, de Viola Davis. Além disso, valoriza o tempo em família: casada, mãe de três filhos e tutora de um pet, aproveita ao máximo os momentos juntos.

Graduada em Organização e Gestão de Eventos pela Universidade Anhembi Morumbi, Patrícia acumula 31 anos de experiência na hotelaria, com atuação voltada à área comercial. Ao longo da carreira, passou por empreendimentos como o Casa Grande Hotel Resort & Spa e integra o time do Club Med há 10 anos.

Três perguntas para: Patrícia Bonetti

Hotelier News: Recentemente, o Club Med anunciou que está reforçando sua atuação no segmento MICE, captando feiras e convenções. Quais são as expectativas a partir dessa iniciativa?

Patrícia Bonetti: Nossa expectativa é posicionar o Club Med como um player ainda mais relevante dentro do ecossistema de eventos corporativos no Brasil, especialmente naquilo que hoje o mercado mais valoriza: experiências completas, integradas e com alto poder de conexão.

O movimento de captar feiras e convenções amplia o nosso alcance dentro do MICE e reforça uma estratégia importante: ocuparmos não apenas o espaço de incentivo e eventos de relacionamento, mas também eventos de conteúdo, geração de negócios e comunidade.

Sabemos que não temos capacidade para atender grandes feiras. No entanto, para médios e pequenos eventos, temos espaços ótimos e experiência para poder receber. Mais do que volume, buscamos qualidade de entrega e relevância. Queremos ser o destino onde as entidades não apenas realizam eventos, mas criam experiências que geram impacto real — seja em engajamento, cultura organizacional ou resultados.

HN: Como a rede pretende trabalhar a personalização ao captar um evento para o Club Med Lake Paradise, considerando o modelo all inclusive? A estratégia precisa ser ainda mais assertiva?

PB: Sem dúvida, a personalização é o grande diferencial — e sim, ela precisa ser cada vez mais assertiva.

O modelo all inclusive, muitas vezes visto como padronizado, na verdade nos permite partir de uma base extremamente sólida e eficiente para construir experiências altamente customizadas. Isso nos dá velocidade, previsibilidade e qualidade operacional, liberando energia para focar no que realmente diferencia: o desenho da experiência.

Hoje, nosso olhar está muito mais voltado para entender o objetivo do cliente: o que ele quer provocar naquele grupo? Engajamento? Integração? Reconhecimento? A partir disso, desenhamos jornadas que conectam conteúdo, gastronomia, entretenimento e ambiente.

Personalizar, para nós, não é só adaptar, é cocriar. E isso exige escuta ativa, proximidade e repertório. É aí que entra um ponto que acredito muito: relacionamento antes do resultado. Quando entendemos profundamente o cliente, a entrega se torna naturalmente mais estratégica.

HN: Olhando para os próximos anos, qual deve ser o papel do segmento MICE dentro do negócio do Club Med no Brasil?

PB: O segmento já tem um papel extremamente relevante no Brasil e tende a se consolidar ainda mais como um dos principais pilares de crescimento sustentável do negócio.

Quando olhamos o cenário global, o MICE representa uma fatia menor dentro do Club Med. Mas no Brasil, ele ganha uma proporção muito mais estratégica, chegando a representar mais de 40% do nosso negócio, quando olhamos o mercado doméstico.

Isso acontece porque temos um ativo muito forte: resorts com capacidade de gerar experiências completas, em destinos acessíveis, com operação estruturada e foco em relacionamento.

Para os próximos anos, vejo o MICE como um vetor de inteligência comercial e posicionamento de marca. Não apenas como ocupação em períodos de baixa demanda, mas como uma alavanca para fortalecer conexão com empresas, gerar recorrência e ampliar nosso papel como parceiro estratégico dos clientes.

Mais do que vender eventos, queremos participar das decisões que geram impacto dentro das organizações.

(*) Crédito da foto: Lucas Barbosa/Hotelier News

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