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Três perguntas para: Rosana Okamoto

À frente do JW Marriott Hotel São Paulo desde sua abertura, em 2022, Rosana Okamoto reúne mais de duas décadas de trajetória na Marriott International, consolidando uma carreira marcada pela atuação em hotéis de alto padrão e o trânsito entre diferentes áreas da operação. Com formação pela Les Roches e passagens por unidades emblemáticas da rede, a executiva traz na bagagem a experiência de 10 anos no comando do JW Marriott Hotel Rio de Janeiro, etapa que ajudou a moldar sua visão sobre hospitalidade de luxo.

Agora na capital paulista, a executiva lidera o desafio de posicionar o primeiro JW Marriott da cidade em um mercado competitivo e dinâmico, ao mesmo tempo em que busca adaptar o conceito da marca ao perfil multifacetado do público local. Com olhar estratégico voltado à experiência do hóspede, bem-estar e desenvolvimento de equipes, Rosana também reforça pautas como diversidade e liderança feminina, hoje refletidas na composição do Comitê Executivo do hotel.

Em sua segunda passagem na seção Três perguntas para, ela compartilha sua visão sobre as diferenças entre os mercados de Rio e São Paulo. Também elucida os caminhos adotados para consolidar o JW Marriott Hotel São Paulo e aprendizados que orientam sua atuação à frente de uma das operações de luxo mais recentes do país.

Três perguntas para: Rosana Okamoto

Hotelier News: Foram 10 anos atuando no JW Marriott Rio de Janeiro e, em 2022, uma mudança para a unidade da mesma bandeira em São Paulo. O que foi possível trazer dessa experiência e como foram esses quatro anos na capital paulista? Quais são os maiores desafios no dia a dia?

Rosana Okamoto: Minha passagem de uma década pelo JW Marriott Rio de Janeiro foi extremamente importante para me tornar a profissional que sou hoje. O Rio recebe um perfil de hóspede muito conectado ao lazer e ao turismo internacional, que busca viver o destino e aproveitar a cidade. Isso naturalmente exige uma hospitalidade muito atenta aos detalhes e à criação de experiências memoráveis.

Ao chegar a São Paulo, encontrei um cenário diferente, mas igualmente estimulante. O JW Marriott São Paulo recebe um público bastante diverso e internacional, com hóspedes que chegam à cidade por diferentes motivos, mas que compartilham uma expectativa muito alta em relação à experiência e ao serviço.

Em uma cidade tão intensa quanto São Paulo, nosso foco tem sido posicionar o hotel como um ponto de equilíbrio em meio ao ritmo acelerado da cidade; um espaço onde hóspedes e visitantes possam desacelerar e se reconectar. Criar essa sensação de refúgio em uma metrópole tão intensa é ao mesmo tempo um propósito e um desafio. A hospitalidade exige atenção permanente aos detalhes, desenvolvimento constante das equipes e capacidade de adaptação a novos comportamentos e expectativas.

HN: O JW Marriott São Paulo é um dos hotéis de luxo mais recentes da cidade. Como foi o trabalho de posicionamento do empreendimento no mercado paulistano no último ano e quais diferenciais foram criados para ampliar a experiência do hóspede?

RO: Desde a abertura, trabalhamos para posicionar o JW Marriott Hotel São Paulo como um verdadeiro refúgio urbano. Em uma cidade tão dinâmica, identificamos um desejo crescente por experiências que proporcionem bem-estar e momentos de pausa dentro da própria rotina.

Ao longo do último ano, reforçamos esse posicionamento ampliando experiências que conectam hospitalidade, gastronomia e wellness. O SPA by JW e as experiências de bem-estar ganharam ainda mais protagonismo, criando um ambiente que convida à desaceleração mesmo em uma das maiores cidades do mundo.

A gastronomia também é um dos pilares dessa proposta. O Restaurante Neto tem se consolidado como um destino à parte, com uma cozinha ítalo-brasileira contemporânea e uma experiência que combina sofisticação e acolhimento. Ao mesmo tempo, o Bar Caju complementa essa narrativa ao oferecer um ambiente mais descontraído com música ao vivo, mas igualmente autoral, reforçando o hotel como um ponto de encontro para diferentes momentos do dia e ocasiões.

Nosso objetivo é que o hotel seja vivido não apenas como hospedagem, mas como um espaço onde hóspedes e moradores da cidade possam encontrar experiências que unam prazer, bem-estar, boa mesa e conexão.

HN: Ao longo da sua trajetória na hotelaria, quais aprendizados mais influenciam sua forma de liderar hoje e que conselhos você daria a profissionais que desejam chegar à gerência geral?

RO: A hotelaria é, antes de tudo, sobre pessoas. Esse é provavelmente o maior aprendizado que carrego ao longo da minha trajetória. São as equipes que transformam um serviço de excelência em uma experiência verdadeiramente memorável para o hóspede.

Como líder, acredito muito na importância de desenvolver talentos e criar um ambiente de trabalho onde as pessoas se sintam valorizadas, engajadas e inspiradas a crescer. Quando a equipe compreende o propósito do que está fazendo, isso naturalmente se reflete na qualidade da experiência oferecida.

Ao longo da carreira, também aprendi a importância de construir um relacionamento sólido e transparente com os proprietários. A função do gerente geral envolve equilibrar expectativas, garantir performance sustentável do negócio e preservar o valor do ativo, sempre com uma visão estratégica que considere o longo prazo. Essa parceria é essencial para que o hotel evolua continuamente e mantenha sua relevância no mercado.

Para quem deseja chegar à gerência geral, meu conselho é buscar uma visão ampla do negócio. É essencial conhecer diferentes áreas da operação, entender de pessoas e de resultados e, principalmente, manter a conexão genuína com o hóspede. Curiosidade, resiliência e paixão por servir são elementos fundamentais nessa jornada.

(*) Crédito da foto: Divulgação/JW Marriott São Paulo

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