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Três perguntas para: Renan Dias

Natural de Santos (SP), Renan Dias tem 43 anos, é formado em Hotelaria desde 2001 e acumula mais de duas décadas de experiência no setor. Ao longo da carreira, passou por diferentes empreendimentos, entre redes hoteleiras e hotéis familiares, construindo uma trajetória voltada à operação e à gestão.

No Grupo Tauá de Hotéis, atuou no Grande Hotel Termas de Araxá como gerente operacional e, posteriormente, gerente geral. Em agosto de 2025, assumiu a gerência geral do Tauá Resort Alexânia, em sua primeira experiência à frente de um resort.

Casado e pai de três filhos, Renan considera que trabalhar com hotelaria exige, sobretudo, gostar de pessoas e ter espírito de anfitrião. Para o executivo, disponibilidade, dedicação e capacidade de transformar uma hospedagem em uma experiência marcante são elementos fundamentais da profissão. No Tauá, essa visão se conecta ao conceito de “emocionadores” de pessoas, baseado no acolhimento e na construção de boas memórias para os hóspedes.

Três perguntas para: Renan Dias

Hotelier News: O Tauá Alexânia passou a operar em regime all inclusive durante as férias de julho e ampliou sua oferta de atrações para famílias. Como essas novidades reposicionam o resort frente à concorrência e quais são as expectativas para ocupação e receita nos próximos meses?

Renan Dias: O all inclusive e as novas atrações fazem parte de um movimento maior de evolução do Tauá Alexânia. O conceito Cada Vez Melhor traduz justamente essa visão: não se trata apenas de acrescentar atrações, mas de aprimorar continuamente a experiência do hóspede, do lazer à gastronomia e ao serviço.

Hoje, temos um produto muito completo para famílias, com Aquapark Indoor, piscinas aquecidas durante todo o ano, novas atrações que permitem a interação entre pais e filhos e uma programação de lazer para diferentes idades. Ao mesmo tempo, mantemos uma estrutura preparada para eventos, o que amplia nossa capacidade de trabalhar diferentes mercados.

Nossa localização também é estratégica, a cerca de 50 minutos de Brasília e 1h20 de Goiânia. Essa proximidade nos permite atender importantes mercados emissores e também o público corporativo.

Para os próximos meses, esperamos que esse conjunto de evoluções continue contribuindo para uma demanda consistente. O nosso objetivo é crescer de forma sustentável, com uma experiência cada vez mais completa e que faça o hóspede querer voltar.

HN: Em um mercado em que conquistar um novo hóspede custa cada vez mais caro, qual é hoje o valor estratégico de um cliente recorrente para o Tauá Alexânia? Vocês conseguem mensurar o impacto da fidelização na ocupação, na receita ou até na redução dos custos de aquisição?

RD: O hóspede recorrente tem um valor estratégico para o Grupo Tauá. No nosso caso, temos famílias que acompanham a trajetória do Tauá Alexânia há anos e conseguem perceber cada evolução que fazemos. Recentemente, reunimos cerca de 30 dessas famílias justamente para celebrar esse novo momento. Para mim, isso demonstra que existe uma relação que vai muito além de uma hospedagem.

A fidelização também é importante porque esse hóspede já conhece o nosso produto, confia na marca e tem uma predisposição maior para retornar. Isso contribui para a recorrência da demanda e fortalece o relacionamento no longo prazo.

O Mais Tauá também reforça essa relação. Temos observado adesão, renovação e migração de clientes para o programa, o que mostra que existe identificação com a marca e percepção de valor nos benefícios oferecidos.

Mais do que olhar para o hóspede recorrente apenas como um indicador de receita, vejo a fidelização como um ativo estratégico. Quando uma família volta, recomenda o resort e passa a escolher o Tauá para diferentes momentos, construímos uma relação que se fortalece a cada experiência.

HN: A próxima geração de hóspedes crescerá cercada por inteligência artificial, hiperpersonalização e serviços sob demanda. Como você imagina que essas tecnologias transformarão a experiência em um resort?

RD: A tecnologia vai transformar principalmente a capacidade de personalizar a experiência. Com inteligência artificial e uso de dados, poderemos conhecer melhor as preferências dos hóspedes, antecipar necessidades e tornar diferentes etapas da jornada mais simples e convenientes.

Mas acredito que, na hotelaria, a tecnologia precisa estar a serviço da hospitalidade. O hóspede pode receber uma recomendação personalizada por meio de um sistema, mas quem transforma aquilo em uma experiência especial é uma pessoa.

Por isso, vejo o futuro como uma combinação cada vez maior entre tecnologia e acolhimento. A inteligência artificial pode nos ajudar a ganhar eficiência, facilitar processos e personalizar serviços, enquanto nossa equipe continua responsável pelo que considero insubstituível na hotelaria: o olhar, o cuidado, a disponibilidade e a capacidade de emocionar.

(*) Crédito da foto: Divulgação/Grupo Tauá de Hotéis

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