A UE (União Europeia) abriu uma investigação contra a Booking.com para apurar se a plataforma de reservas online tem adotado medidas suficientes para combater anúncios falsos, tentativas de phishing e fraudes envolvendo meios de hospedagem. O processo também busca esclarecer se a empresa protege adequadamente os dados dos usuários e identifica anúncios patrocinados nos resultados de busca. As informações são da EuroNews.
Segundo as autoridades europeias, há suspeitas de que a empresa tenha subestimado o impacto de fraudes e anúncios de acomodações sem licença publicados na plataforma. Caso sejam confirmadas infrações à DSA, a Booking.com poderá receber multas de até 6% de seu faturamento anual global. Em abril deste ano, a plataforma alertou clientes sobre um ciberataque sofrido.
Em comunicado oficial, Henna Virkkunen, responsável pela área de tecnologia da UE, afirma que a investigação também avaliará se os dados dos usuários estão expostos à exploração por criminosos. “Os europeus devem poder reservar suas férias sem medo de serem alvo de golpes”, complementa.
Outro ponto analisado é a possível falta de identificação clara de anúncios pagos para obter melhor posicionamento nos resultados de pesquisa. A apuração busca verificar se a Booking.com cumpriu as exigências de transparência previstas na DSA (Lei de Serviços Digitais, traduzindo a sigla em inglês), que estabelece obrigações para plataformas digitais que operam no bloco europeu.
Colaboração da Booking.com
Em posicionamento sobre o caso, a Booking.com afirmou que está cooperando integralmente com as autoridades europeias. A empresa também declarou que a segurança, a confiança e a proteção de dados pessoais estão entre suas prioridades.
A plataforma acrescentou que pretende continuar trabalhando com governos, reguladores, autoridades policiais e empresas do setor para combater crimes cibernéticos e fraudes online, além de proteger viajantes e parceiros.
Este é o primeiro processo aberto contra a Booking.com com base na DSA. De acordo com Henna, a legislação estabelece responsabilidades para os serviços digitais, e a investigação pretende verificar se a plataforma está cumprindo essas obrigações.
(*) Crédito da foto: Jas Rolyn/Unsplash














