sábado, 14/fevereiro
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Após demissão em massa, Hurb sofre acusação de calote

Dois meses após demitir 40% dos funcionários, o Hurb ainda não honrou com o que deve aos profissionais desligados da empresa. Parte dos demitidos afirma que a OTA carioca deixou de pagar rescisão, multa e até duas parcelas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), aponta O Globo.

“Algumas pessoas chegaram a receber um mês depois do layoff, e outras só porque entraram com ação na Justiça. O resto está no escuro”, se queixa uma ex-funcionária afetada à reportagem. Aos profissionais que questionam o calote, o Hurb afirmou por e-mail que ainda não tem uma previsão exata para o pagamento das verbas rescisórias.

“Estamos cientes dessa pendência”, pontua a OTA no texto. Em nota enviada à coluna d’O Globo, a companhia disse que “reconhece os problemas enfrentados nos últimos meses, que afetam alguns processos. No entanto, ressalta que todas as questões já foram mapeadas e estão sendo sanadas”. Especialmente sobre o calote aos funcionários, o Hurb disse que, por questões legais, não comenta procedimentos internos.

“O Hurb aproveita para reiterar seu comprometimento com todos os stakeholders e frisa que, prezando pela escuta ativa e cuidado com seus públicos, está à disposição para esclarecer eventuais dúvidas”, diz a empresa.

Sequência de crises

O calote é mais um desdobramento da espiral de crises do Hurb, faturou durante a pandemia vendendo pacotes a preços visivelmente mais baixos quando a demanda de viagens estava baixa, mas vem tendo dificuldade para honrar os pacotes diante da escalada de preços pós-Covid.

A situação se agravou depois que João Ricardo Mendes, CEO e cofundador da OTA, debochou, xingou e expôs dados de um cliente que reclamava do serviço da empresa. O vídeo circulou nas redes sociais e, desde então, a companhia foi proibida pelo Ministério da Justiça de vender pacotes com datas flexíveis, seu principal produto.

(*) Crédito da foto: Divulgação/Hurb

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