sábado, 14/fevereiro
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Em novembro, viagens corporativas atingem novo recorde

O mercado brasileiro de viagens corporativas voltou a alcançar um novo patamar em novembro, mantendo a trajetória de recordes observada ao longo de 2025. Segundo o LVC (Levantamento de Viagens Corporativas), elaborado pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) em parceria com a Alagev (Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas), os gastos das empresas com serviços ligados ao turismo somaram R$ 14,3 bilhões no mês. O montante representa alta de 4,7% em relação a novembro de 2024.

No acumulado de janeiro a novembro, o desempenho é ainda mais robusto. O volume financeiro movimentado chegou a R$ 135,4 bilhões, crescimento de 6,5% na comparação anual e o maior nível já registrado para esse intervalo. Caso o ritmo seja mantido até o fim do ano, o resultado deve superar as projeções traçadas no encerramento de 2024, que apontavam expansão entre 4% e 5%.

“O desempenho de novembro reforça uma tendência que vem se consolidando mês a mês. As viagens corporativas seguem aquecidas porque as empresas retomaram e mantiveram seus investimentos em encontros presenciais, eventos e na circulação de seus profissionais, entendendo esse movimento como parte da estratégia de negócios”, afirma Luana Nogueira, diretora-executiva da Alagev.

LVC - Info
Faturamento atingiu recorde histórico em novembro

O avanço do segmento corporativo ocorre em sintonia com o bom momento do turismo brasileiro como um todo. Indicadores como a entrada de visitantes internacionais, o faturamento do setor e o fluxo de passageiros seguem em níveis elevados. Em novembro, quase 11 milhões de pessoas utilizaram o transporte aéreo no país, conforme dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o maior volume já registrado para o mês.

Entre os fatores que contribuíram para o desempenho do mercado está a dinâmica das tarifas aéreas. Apesar da demanda aquecida, o valor médio das passagens vendidas em novembro foi de R$ 608, bem inferior aos R$ 758 observados no mesmo período do ano passado. Para Luana, a queda nos preços tem papel central na expansão do setor. “Quando o custo médio da passagem recua, as empresas conseguem ampliar seus programas de viagens, levando mais pessoas a campo, e não apenas absorvendo preços mais altos. Isso fortalece toda a cadeia”, explica.

Outros dados

A hotelaria também acompanhou o movimento positivo. Levantamento do FOHB (Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil) aponta que a taxa de ocupação atingiu 68,2% em novembro, acima dos 67% registrados no mesmo mês de 2024. A diária média avançou 17,6%, impulsionada principalmente pela forte procura em destinos como Belém, que registrou aumento da demanda em função da realização da COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima).

Mesmo diante de sinais de desaceleração em alguns segmentos da economia, o fortalecimento do poder de compra das famílias e a manutenção dos investimentos das empresas seguem sustentando a expansão dos serviços turísticos, inclusive em um contexto de restrições de oferta no país.

Para dezembro, a expectativa é de um ritmo um pouco mais moderado nas viagens corporativas, influenciado pela redução do calendário de eventos empresariais, pelo início das férias escolares e pelo crescimento do turismo de lazer. Ainda assim, a projeção é de novo recorde para o mês e de um cenário favorável em 2026, com estimativa de crescimento em torno de 6%.

(*) Crédito da foto: Divulgação

(**) Crédito do infográfico: Divulgação

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