
A busca por experiências mais significativas redefine a forma como viajantes se relacionam com a hotelaria. Na última reunião do HSMAI Marketing Advisory Board, executivos do setor destacaram um movimento crescente de hóspedes que querem mais do que conforto e boa estrutura. A procura está em conexão, autenticidade e transformação pessoal durante a estada.
Esse novo olhar sobre o papel dos hotéis não se limita à hotelaria de luxo. Propriedades econômicas e independentes também exploram iniciativas com foco em propósito e engajamento com o entorno. Um dos membros do conselho da HSMAI resumiu em uma declaração.
“O valor não está apenas em oferecer ótimas estadas, mas sim em ajudar os hóspedes a se enxergarem e verem o mundo de forma diferente”, comentou o porta-voz.
Para isso, sustentar três pilares nesta estratégia é extremamente importante para que essa aproximação entre empreendimentos e clientes dê certo. Abaixo, confira o que compõem essa tríade do sucesso.
O caminho
1. Colaboração local e alinhamento operacional
A parceria com negócios vizinhos tem se mostrado uma estratégia eficiente para agregar valor à experiência. Hotéis que promovem degustações em restaurantes próximos, visitas a ateliês ou descontos em comércios locais ampliam o contato do hóspede com a cultura regional.
No entanto, para que essas ações funcionem, é essencial que marketing e operações trabalhem juntos desde o início. A integração entre os departamentos garante que as ativações não fiquem restritas a ideias pontuais, mas sim sustentadas por estratégias bem estruturadas.
2. Divulgação estratégica e mensuração inteligente
A visibilidade das iniciativas é fundamental para gerar engajamento. Isso começa ainda na jornada de reserva, com ativações em canais digitais, e segue com comunicações direcionadas no pré check-in e dentro do quarto, reforçando o valor da experiência durante a estadia.
Mesmo ações não planejadas previamente podem gerar impacto. “Os pop-ups funcionam mesmo quando o hóspede não reservou antes. As vezes ele vê e já busca da próxima vez”, comentou um dos executivos presentes.
Na hora de mensurar os resultados, os indicadores vão além da receita. É preciso considerar tempo de execução, custo operacional e aprendizados qualitativos obtidos. A análise integrada desses fatores oferece base para aprimorar ações futuras.
3. Propósito claro, mesmo sem foco comercial direto
Nem toda iniciativa precisa ter como meta gerar receita imediata. A fidelização do cliente, o fortalecimento da marca e a diferenciação frente à concorrência também são resultados valiosos. Contudo, é preciso que o propósito esteja bem definido.
Hotéis independentes e redes de médio porte já colocam isso em prática com eventos colaborativos, experiências que destacam o destino e ações que reforçam o papel do hotel como agente local ativo. A mensuração é simples e focada em indicadores qualitativos, como percepção do hóspede e reputação regional.
O novo luxo está em oferecer experiências que provoquem reflexão e conexão genuína. Mais do que acomodar, a hospitalidade passa a ter o papel de transformar com propósito.
(*) Crédito da foto: Divulgação/HSMAI Insights















