No Três perguntas para de hoje (28), o Hotelier News recebe um entrevistado que gosta de estar em constante evolução, “reciclando a cabeça”, como ele mesmo fala. Leandro Cássio, diretor Comercial e de Marketing do Royal Palm Hotels & Resorts, está sempre em busca de conhecimento, e gosta de estudar até nas horas vagas, com o objetivo de obter novos insights.
Casado, pai de uma filha de 11 anos, corintiano fanático e viciado em futebol, praticava o esporte quando adolescente, com o sonho de se tornar profissional, mas uma lesão grave aos 15 anos de idade mudou seus planos. Além disso, a origem humilde e a perda precoce do pai o fez priorizar os estudos, e essa decisão definiu seu futuro.
Cássio é formado em Turismo e chegou a cursar Psicologia até o quarto ano. Possui MBA em Gestão de Projetos, e está fazendo mais um, em Gestão Econômica de Negócios. Ele explica que, durante a faculdade, muitas disciplinas são voltadas apenas para o mercado, e às vezes deixam a desejar. Por isso, buscou se especializar.
No bate-papo de hoje, ele fala ao Hotelier News sobre resultados, estratégias e desafios do grupo. Confira!
Três perguntas para: Leandro Cássio
Hotelier News: Você assumiu a diretoria Comercial e de Marketing do Royal Palm há pouco menos de um ano. Neste período, quais desafios você encontrou e quais estratégias foram desenvolvidas nestes departamentos?
Leandro Cássio: O Royal Palm Hotels & Resorts é um produto consolidado, reconhecido pelo mercado e vem sempre se renovando, trazendo novidades. Quando se fala de Royal, as pessoas pensam em resort, mas temos o conceito de confort resort, ligado não só ao lazer.
Quando cheguei ao grupo, tudo estava estruturado, com um time que trabalha há bastante tempo. Portanto, fui integrado à equipe com o objetivo de aperfeiçoar, principalmente, a estratégia de Vendas. Logo no início, senti que precisávamos avançar nos dados, na tecnologia, e abrir novos mercados. Assim, empoderar o time de forma estratégica foi uma das prioridades, para colher os frutos que o produto merece.
Entrei na companhia em setembro do ano passado e estamos trabalhando na capacitação da equipe interna, para que ela possa entender e interpretar os dados de forma correta. O nosso processo de vendas não é dos mais simples, porque temos uma gama de produtos do segmento conference, o que deixa tudo um pouco mais complexo. Afinal, atrair eventos e fazê-los ser rentáveis exige um trabalho assertivo, com estruturas muito bem alocadas.
Nosso mercado é volátil, extremamente atingido por questões econômicas e impactos externos. Neste primeiro momento, procuramos manter o que o Royal tem de bom: o relacionamento e principalmente o cuidado com nossos clientes. O grupo tem 30 anos de atuação, e alguns desses clientes fazem eventos conosco há 25 anos, o que nos mostra que nossa estratégia está no caminho certo, e precisa apenas de um aprimoramento por meio de dados. No momento em que o time tem a visão do todo, é um grande ganho que a empresa passa a ter.
HN: Como você avalia a performance do grupo ao longo do ano?
LC: Até então, registramos um bom desempenho. No primeiro semestre, por exemplo, ficamos muito bem posicionados frente ao ano passado. Um dos destaques foi a performance do Royal Palm Plaza, devido à grande demanda de eventos, que hoje respondem por 70% do nosso negócio.
Outro índice importante, de modo geral, foi o desempenho da diária média, que impulsionou nossa margem financeira no período. Estamos vindo em um ano com muita instabilidade, devido a diversos fatores, como o Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos), a Reforma Tributária, e o “tarifaço” de Donald Trump, que ainda não sabemos se vai impactar ou não a hotelaria.
Além disso, vale a pena destacar a performance do Royal Palm Hall, nosso complexo de eventos, que é um produto muito novo, mas que já atingiu um nível interessante de maturidade, trazendo bons indicadores. A companhia tem investido forte na consolidação deste espaço, que vem crescendo ano após anos. Abrimos o Hall na pandemia, relativamente há pouco tempo. Voltando a falar de 2025, vislumbramos um segundo semestre significativamente positivo.
HN: O marketing começa de dentro. O quanto o time operacional está envolvido nas campanhas de posicionamento da marca?
LC: Quando falamos em marketing, podemos trazer um dado interessante do nosso relatório ESG (Environmental, Social and Governance): hoje, 90,4% dos nossos colaboradores declaram se sentir orgulhosos em trabalhar no Royal. Isso mostra o quanto nossa estratégia é assertiva.
O grupo tem um cuidado muito grande com o colaborador, sempre mantendo um relacionamento próximo. Assim, nosso marketing comunica que, se os colaboradores internos gostam de estar aqui, os clientes externos também irão. É uma cultura muito forte, de inserir esses profissionais dentro da nossa estratégia.
Muitos dos nossos funcionários estão há 10, 15, 30 anos na casa. Isso mostra como eles são reconhecidos e importantes para o grupo. Além disso, temos o programa Conversando, desenvolvido pelo nosso diretor executivo Antônio Dias. Trimestralmente, ele visita área por área dos hotéis, entendendo as demandas e necessidades de todos os departamentos, da limpeza à direção. A ideia é mensurar o que pode ser feito para melhorar a vida das pessoas que trabalham aqui. Cuidar da nossa gente é a maior prioridade.
(*) Crédito da foto: Divulgação/Royal Palm Hotels & Resorts













