O setor de hospedagem em São Paulo deve atravessar um dos períodos mais aquecidos dos últimos anos com a combinação entre férias escolares de janeiro, altas temperaturas e o Carnaval de 2026. A projeção é de faturamento de R$ 1,2 bilhão entre janeiro e fevereiro, crescimento de 3% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado, quando o segmento movimentou cerca de R$ 1,1 bilhão.
A estimativa é da Fhoresp (Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo) e aponta não apenas a consolidação da retomada do turismo no estado, mas também uma redistribuição do fluxo de visitantes, com manutenção da liderança do Litoral e avanço consistente das cidades do Interior.
O cenário reflete a recuperação do setor após os impactos da pandemia da Covid-19, período em que restrições sanitárias e limitações de circulação afetaram diretamente hotéis, resorts e pousadas. Desde então, mudanças no comportamento do consumidor passaram a favorecer viagens e experiências de lazer, impulsionando a demanda por hospedagem em diferentes regiões do estado.
Janeiro, tradicionalmente marcado pelas férias escolares e pelo auge do verão, deve concentrar grande parte desse movimento. A expectativa é de taxa média de ocupação de 74% no litoral paulista e de 70% no interior, impulsionado por destinos voltados ao turismo de lazer, aventura e ecoturismo. A capital paulista, com perfil mais associado a negócios e eventos, deve registrar cerca de 32% de ocupação no período, aponta a Gazeta Mercantil.
O Carnaval de 2026 tende a elevar ainda mais os indicadores. Apesar de não ser feriado nacional, a paralisação de atividades em empresas e escolas costuma gerar um período prolongado de folga, estimulando deslocamentos internos. Neste ano, a festa ocorre de 14 a 17 de fevereiro.
Perspectivas
Para o período carnavalesco, a projeção é de ocupação de até 85% no litoral, cerca de 82% no interior e aproximadamente 59% na capital, desempenho superior ao observado em janeiro. Os números indicam fortalecimento das cidades interioranas como alternativa às praias, movimento associado a investimentos em infraestrutura turística e à busca por experiências como turismo rural, gastronômico, de aventura e bem-estar.
O aquecimento do setor tem impacto direto na economia paulista. Além da receita estimada, o aumento da demanda estimula a geração de empregos temporários e permanentes, beneficiando não apenas a hotelaria, mas também bares, restaurantes, transporte e comércio.
As perspectivas para o início de 2026 indicam um cenário de crescimento moderado e mais estável. Segundo analistas, o desafio do setor será manter a qualidade dos serviços e acompanhar as transformações no perfil do turista, com atenção a temas como sustentabilidade, tecnologia e personalização da experiência.
Com faturamento bilionário e papel relevante na geração de renda e empregos, o setor de hospedagem em São Paulo se consolida como um dos pilares do turismo estadual, sustentado por um crescimento mais descentralizado entre litoral, interior e capital.
(*) Crédito da foto: Divulgação












