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IA, biometria e personalização lideram evolução em viagens

O ano de 2026 servirá como ponto de virada na indústria de viagens, com avanços tecnológicos que prometem simplificar jornadas, ampliar a personalização e reforçar a conexão entre marcas e viajantes. No centro desse movimento, estão IA (Inteligência Artificial) assistiva, biometria e uso intensivo de dados para criar experiências mais fluídas e eficientes. As projeções são do Phocuswright.

Segundo os analistas, a IA deve transformar o processo de busca, planejamento e reserva, tornando as decisões mais rápidas e alinhadas ao perfil de cada viajante. Ferramentas inteligentes passam a atuar de forma ativa, antecipando preferências, sugerindo roteiros e ajustando ofertas em tempo real. Já a biometria tende a ganhar escala, agilizando etapas como check-in em aeroportos, controle de fronteiras e acesso a hotéis, com ganhos em segurança e conveniência.

Outro ponto destacado é a evolução da personalização. O turismo caminha para além de produtos padronizados, com consumidores em busca de experiências que dialoguem com interesses individuais, valores pessoais e propósito de viagem. A tecnologia, nesse contexto, atua como facilitadora de experiências mais autênticas, customizadas e relevantes, reforçando o papel da jornada como parte central da proposta de valor.

Regiões em foco e desafios

O Phocuswright também chama atenção para o peso crescente das viagens em mercados emergentes. O Oriente Médio desponta como um polo de turismo de luxo e experiências, impulsionado por investimentos em resorts de alto padrão, projetos sustentáveis e ofertas voltadas ao bem-estar. Na Ásia, países como Índia e Coreia do Sul ganham força como mercados emissores, com impacto direto nas estratégias globais de destinos, companhias aéreas e redes hoteleiras.

Apesar do cenário positivo, os analistas alertam para desafios estruturais. Fatores como governança de dados, integração de identidades digitais e alinhamento regulatório seguem como entraves para a adoção plena dessas tecnologias. Além disso, acredita-se que o setor precisará amadurecer o uso de modelos de precificação baseados em IA, capazes de ajustar tarifas de forma dinâmica a partir de múltiplas variáveis, com reflexos diretos em gestão de receita e experiência do cliente.

Para o Phocuswright, em resumo, o futuro das viagens passa por inovação, colaboração e adaptação. A capacidade do setor de equilibrar tecnologia, confiança e experiência será decisiva para capturar as oportunidades que se desenham a partir de 2026.

(*) Crédito da foto: Freepik

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