InícioNEGÓCIOSMercadoInflação sobe no fim de 2025 com pressões pontuais
Evento FOHB
Best Western - OTAs
Slaviero hospitalidade
Banner Bee2Pay

Inflação sobe no fim de 2025 com pressões pontuais

A dinâmica dos preços ao consumidor voltou a ganhar atenção no fim do ano, em um cenário de ajustes concentrados em setores específicos da economia. A inflação fechou 2025 crescendo. Em dezembro, o índice subiu 0,33%, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado hoje (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado representa aceleração em relação a novembro, quando a variação havia sido de 0,18%, e ficou abaixo da taxa registrada em dezembro de 2024, de 0,52%.

Com o desempenho do último mês do ano, a inflação acumulada em 2025 alcançou 4,26%. O índice ficou ligeiramente abaixo das estimativas do mercado financeiro, que projetavam alta mensal de 0,4% e avanço de 4,30% em 12 meses. A taxa permaneceu dentro do intervalo de tolerância definido pelo BC (Banco Central), cuja meta central é de 3%, com limite máximo de 4,50%. De acordo com o IBGE, este foi o quinto menor resultado anual desde o início da série histórica atual, em 1995, aponta o G1.

Na composição do resultado de dezembro, apenas o grupo Habitação apresentou queda, com recuo de 0,33%. Todos os demais grupos pesquisados registraram aumento de preços. O principal impacto veio de Transportes, que avançou 0,74% e respondeu por 0,15 ponto percentual do índice. Na sequência, Saúde e cuidados pessoais subiu 0,52%, enquanto Artigos de residência teve alta de 0,64%, após queda observada em novembro.

A elevação em Transportes foi influenciada principalmente pelos reajustes do transporte por aplicativo, que subiu 13,79%, e das passagens aéreas, com alta de 12,61%, subitem de maior impacto individual no IPCA de dezembro. Os combustíveis também voltaram a subir no mês, após recuo em novembro, com destaque para o etanol, enquanto o óleo diesel apresentou queda.

No fechamento de 2025, o IPCA ficou abaixo do resultado de 2024, quando havia acumulado alta de 4,83%. Ao longo do ano, a inflação foi pressionada principalmente pelos grupos Habitação, Educação, Despesas pessoais e Saúde e cuidados pessoais, que juntos responderam por cerca de 64% da variação acumulada. A energia elétrica residencial foi o subitem com maior impacto no ano, influenciada por reajustes tarifários, mudanças nas bandeiras tarifárias e pela incorporação do Bônus de Itaipu em meses específicos.

Outros dados

Ainda no grupo Habitação, destacaram-se os aumentos do aluguel residencial, do condomínio e da taxa de água e esgoto. Já Educação apresentou a segunda maior variação anual entre os grupos pesquisados, impulsionada principalmente pelos reajustes dos cursos regulares e de cursos diversos.

Em sentido oposto, Alimentação e Bebidas mostrou desaceleração expressiva em 2025 na comparação com o ano anterior. A inflação do grupo caiu de 7,69% em 2024 para 2,95%, influenciada sobretudo pela alimentação no domicílio, que teve avanço bem mais moderado. Entre junho e novembro, os preços dos alimentos consumidos em casa registraram queda por seis meses consecutivos. No acumulado do ano, café moído e chocolates figuraram entre os itens com maiores altas, enquanto arroz e leite longa vida apresentaram as quedas mais intensas.

Já o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) avançou 0,21% em dezembro, acima do resultado observado em novembro. No acumulado de 2025, o índice chegou a 3,90%, ficando abaixo tanto do registrado em 2024 quanto da inflação oficial medida pelo IPCA.

Em dezembro, os preços dos alimentos aceleraram no INPC, enquanto os itens não alimentícios mantiveram alta moderada. Entre as regiões pesquisadas, Porto Alegre apresentou a maior variação mensal, influenciada principalmente pela energia elétrica residencial e pelas carnes. Curitiba registrou a menor taxa, refletindo quedas nos preços da energia elétrica e das frutas.

No acumulado do ano, os produtos alimentícios apresentaram alta inferior à observada em 2024, enquanto os não alimentícios avançaram em ritmo mais intenso. Entre as capitais, Vitória liderou a variação anual do INPC, pressionada sobretudo pelos aumentos da energia elétrica residencial e do aluguel residencial.

(*) Crédito da foto: Divulgação

Grupo R1
Realgems amenities