O ano de 2025 já começou com a difícil missão de superar o sarrafo elevado pelos resultados de 2024. Janeiro, período de altíssima temporada em destinos de lazer e praia, entretanto, mostrou que não é preciso ser uma praça desejada por turistas no verão para acertar as estratégias tarifárias. Os dados do InFOHB, relatório mensal do FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil), revelam que importantes cidades pecaram no quesito diária média.
Vamos aos números: em janeiro, a hotelaria nacional apresentou apenas resultados positivos em seus três principais indicadores no comparativo com o mesmo período de 2024:
- Ocupação: 0,7%
- Diária média: 9,9%
- RevPar: 10,7%
No recorte regional, a ocupação recuou apenas no Centro-Oeste (-7,5%). As demais regiões apresentaram crescimento de demanda:
- Nordeste: 1,7%
- Norte: 3,3%
- Sudeste: 0,2%
- Sul: 4,9%
No quesito diária média nacional em janeiro, a hotelaria brasileira registrou apenas percentuais positivos, com destaque para a região Sudeste, que se beneficiou dos bons resultados do Rio de Janeiro:
- Centro-Oeste: 6,7%
- Nordeste: 10,1%
- Norte: 7,4%
- Sudeste: 10,8%
- Sul: 8,3%
No RevPar, o Centro-Oeste foi a única região que apontou declínio no indicador (-1,3%) — consequência da queda de ocupação. As demais apresentaram crescimento na receita por quarto disponível:
- Nordeste: 11,9%
- Norte: 10,9%
- Sudeste: 11%
- Sul: 13,6%
Resultados por categoria de hotel
Em janeiro, o setor hoteleiro observou resultados distintos por categorias. A ocupação subiu em empreendimentos econômicos e upscale, 1,8% e 5,2% respectivamente. Propriedades midscale viram a demanda recuar -1,8%.
Na diária média, todas as categorias apresentaram alta:
- Econômico: 6,4%
- Midscale: 9,8%
- Upscale: 14,1%
No RevPar, o acréscimo foi de 8,3% no Econômico; 7,8% no Midscale, e 20% em hotéis Upscale.
Praças apresentam comportamentos distintos
Segundo o InFOHB, das 15 praças analisadas, cinco apresentaram variações negativas de ocupação: São Paulo (-8,2%), Campinas (-9,6%), Brasília (-8,6%), Goiânia (-5,7%) e Manaus (-0,8%). O resultado não surpreende, uma vez que são cidades com perfil corporativo e pouco apelo para a alta temporada de verão.
Já Recife teve alta de 0,2% em demanda, enquanto o Rio de Janeiro, um dos principais destinos do verão brasileiro, apontou crescimento de 17,3% em ocupação — reforçando o bom momento da cidade, catalisado não apenas pela temporada, mas por shows internacionais. Porto Alegre também foi uma boa surpresa neste quesito, com incremento de 6,7% no indicador, além de Florianópolis, com avanço de 10,2%.

Quando falamos em diária média, o cenário é mais complexo. Porto Alegre viu sua ocupação subir, mas elevou o tarifário em apenas 0,3% — ou seja, não aproveitou a demanda para crescer suas margens. Por outro lado, São Paulo, que apresentou variação negativa de ocupação, teve alta de 8,1% em diária média, o que mostra um bom trabalho da hotelaria paulistana.
O mesmo acontece com Recife, que apresentou uma leve alta de ocupação, mas conseguiu incrementar seu tarifário em 11,2%. Outro bom exemplo é Manaus, que mesmo com a queda de demanda, elevou as diárias em 5,4%.

Por fim, o RevPar teve variações negativas em quatro municípios: São Paulo (-0,8%), Campinas (-3,9%), Brasília (-0.9%) e Goiânia (-3,7%). As demais praças registraram acréscimos, variando entre 4,6% em Manaus e 32,6% no Rio de Janeiro.

(*) Crédito da capa: Hotelier News
(**) Crédito dos gráficos: Divulgação/FOHB












