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Três perguntas para: Jorge Alves

Natural de Ervideira, em Portugal, o empresário Jorge Alves construiu sua trajetória entre os nomes que ajudaram a consolidar a profissionalização da gestão hoteleira no Brasil. Fundador e CEO da Rede Bristol Hotéis & Resorts, o executivo está à frente da administradora desde 1994, ano em que a empresa foi criada em Curitiba (PR), em um período em que o modelo de administração hoteleira por terceiros ainda dava os primeiros passos no mercado brasileiro.

Ao apostar na gestão profissional de empreendimentos independentes, a Bristol posicionou-se entre as pioneiras desse segmento no país, contribuindo para a expansão de um modelo de negócios que, ao longo das últimas décadas, se tornou parte importante da indústria da hospitalidade brasileira. A iniciativa acompanhou a evolução do setor, marcada pelo crescimento da profissionalização, da padronização operacional e da busca por maior eficiência na administração de hotéis.

Com 32 anos de história, sob a liderança de Alves, a Rede Bristol Hotéis & Resorts desenvolveu sua atuação a partir de Curitiba, fortalecendo sua presença na hotelaria nacional em um momento de transformação do mercado. A experiência acumulada desde a fundação da empresa acompanha a evolução da gestão hoteleira no Brasil, especialmente em um segmento que passou de novidade para uma estratégia consolidada entre investidores e proprietários de empreendimentos.

Três perguntas para: Jorge Alves

Hotelier News: Ao completar 32 anos de trajetória, quais foram as principais transformações que o senhor observou na hotelaria brasileira e como a Bristol Hotéis conseguiu se adaptar a diferentes ciclos econômicos e mudanças no comportamento dos hóspedes?

Jorge Alves: A principal transformação foi a tecnologia. Se, de um lado, trouxe rapidez e dinamismo, em contrapartida, enfraqueceu o contato humano que sempre caracterizou a hotelaria. A receptividade ficou mais impessoal.

O comportamento dos hóspedes pouco mudou, se levarmos em consideração que o hóspede ainda espera ser bem atendido, ter conforto e qualidade nas instalações.

HN: A Bristol construiu uma presença relevante em mercados regionais e cidades de médio porte. Na sua visão, quais oportunidades ainda existem fora dos grandes centros e como a rede avalia novos projetos de expansão atualmente?

JA: A Rede Bristol está sempre procurando novos mercados. A busca por cidades de médio porte é uma oportunidade constante de crescimento, que priorizamos. O Brasil, como país continental, tem muito a oferecer, principalmente no segmento do turismo e, sobretudo, no turismo receptivo.

HN: Depois de mais de três décadas à frente da companhia, quais são os principais desafios e prioridades da Bristol Hotéis para os próximos anos, especialmente em temas como tecnologia, distribuição e formação de lideranças no setor?

JA: Os desafios são constantes. A hotelaria é feita de 24 horas ininterruptas de atenção aos detalhes, que fazem a estada de um hóspede ser melhor ou pior. Não existe rotina; um dia é sempre diferente do outro; são novos hóspedes e novas expectativas a serem atendidas. Para isso, temos que contar com equipes de colaboradores bem treinadas.

(*) Crédito da foto: Divulgação/Bristol Hotéis

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