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JSHF vê receita subir no 2º tri com impulso da hotelaria

A JHSF encerrou o segundo trimestre de 2026 com recordes históricos de receita, EBITDA e lucro líquido para o período. A companhia registrou receita bruta de R$ 985 milhões, alta de 81% na comparação anual, enquanto o EBITDA ajustado chegou a R$ 503 milhões, o dobro do registrado no segundo trimestre de 2025.

O lucro líquido foi de R$ 444 milhões, crescimento de 85% em um ano. Considerando apenas os negócios de renda recorrente, a receita alcançou R$ 439 milhões, avanço de 30%, revela o Brazil Journal. O EBITDA dessa operação cresceu 31%, para R$ 197 milhões. Segundo Augusto Martins, CEO da companhia, todas as verticais apresentaram crescimento relevante, com destaque para os shoppings.

“Estamos à frente da média do mercado nos principais indicadores. Enquanto alguns players tiveram retração por conta dos efeitos do calendário, com a Copa do Mundo, conseguimos entregar um bom crescimento”, pontua.

Desempenho por vertical

Nos shoppings, o same store rent cresceu 11% no trimestre, representando alta real de 6%, descontada a inflação. A receita bruta avançou 10%, para R$ 107 milhões, enquanto o EBITDA aumentou 7%, chegando a R$ 57 milhões. A companhia também destacou a abertura da maior loja da Dior na América Latina, no Cidade Jardim, que atingiu 100% de ocupação.

Em hospitalidade e gastronomia, a diária média aumentou 6%, enquanto a ocupação ficou em 49%. O RevPAR avançou 7%, para R$ 2.133. O EBITDA da vertical cresceu 17%, para R$ 27 milhões.

Nos aeroportos, o EBITDA passou de R$ 45 milhões para R$ 57 milhões, alta de 26%. A receita avançou 54%, chegando a R$ 107 milhões. Em residências e clubes, a receita praticamente dobrou, para R$ 79 milhões, enquanto o EBITDA cresceu 75%, alcançando R$ 52 milhões. A JHSF possui 72 unidades em operação, todas com 100% de ocupação.

JHSF projeta EBITDA acima de R$ 2 bilhões

Com os resultados do trimestre, a JHSF detalhou a estratégia para ampliar a geração de EBITDA nos próximos três anos. A meta é sair dos atuais R$ 730 milhões acumulados nos últimos 12 meses para mais de R$ 2 bilhões nos próximos três anos, um crescimento de 2,7 vezes.

“Esse crescimento virá da expansão que estamos fazendo em todas as nossas cinco verticais. São entregas que vamos fazer ao longo dos próximos três anos, muitas em 2026 e 2027, e algumas em 2028. Ao final dessas entregas, projetamos chegar a esse valor”, reforça o CEO.

A projeção considera projetos já entregues, aquisições concluídas e em fase de maturação, além de empreendimentos atualmente em construção. Nos shoppings, o plano inclui o CJ Village Boa Vista, inaugurado em maio, a expansão do Cidade Jardim, que está em andamento, e a construção do CJ Faria Lima.

Novos hotéis, aeroportos e imóveis

Em hospitalidade e gastronomia, a JHSF possui 10 novos hotéis entregues recentemente ou em construção, reforçando o foco no setor, além de 12 novos restaurantes. A expectativa é que esses ativos contribuam para o crescimento da operação nos próximos anos.

Na vertical de aeroportos, o plano inclui oito novos hangares no Catarina, a expansão da área de pátio e a aquisição de um terminal em Miami. A operação foi concluída há cerca de um mês e deve começar a contribuir positivamente para os resultados a partir do terceiro trimestre.

Em residências para aluguel e clubes, 56 novos imóveis estão na fase final de obras e devem entrar em operação em breve. Outros 76 empreendimentos estão em desenvolvimento. A companhia também constrói um novo clube social na Faria Lima, ainda sem nome divulgado, com previsão de conclusão em 2028.

JHSF Capital e estrutura financeira

Na JHSF Capital, a companhia prevê novas captações e pretende elevar os ativos sob gestão, ou AUM, de R$ 12 bilhões para aproximadamente R$ 20 bilhões. O CEO afirma que a estrutura de capital da empresa dá suporte ao plano de expansão. Martins classifica a estrutura como “muito sólida” e afirma que ela permite executar os investimentos previstos sem grandes solavancos.

A JHSF terminou o segundo trimestre com posição de caixa líquido de R$ 1,2 bilhão, considerando dívida bruta de R$ 6,2 bilhões, caixa de R$ 4,4 bilhões e contas a receber de R$ 3 bilhões. O caixa atual cobre os vencimentos dos próximos sete anos. A situação financeira deve ser reforçada com uma emissão de CRI de até R$ 1 bilhão, atualmente em andamento, que deve alongar o duration da dívida e reduzir seu custo.

Clubes mantêm demanda

Os clubes também apresentam indicadores positivos. O Boa Vista Village Surf Club possui uma fila de espera de 50 interessados, enquanto o São Paulo Surf Club já começa a restringir as vendas de novos títulos. Nos dois empreendimentos, o título custa R$ 1,5 milhão.

O Fasano Tennis Club, o mais novo dos três, ainda mantém as vendas abertas. Segundo o CEO, os indicadores da operação “estão rampando”. O título custa R$ 1,25 milhão.

(*) Crédito da foto: Divulgação

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