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Salvador tem julho marcado por demanda instável

A hotelaria de Salvador encerrou julho de 2026 com diária média de R$ 533,15, alta de 2,3% em relação ao mesmo mês de 2025. O RevPAR, por sua vez, ficou em R$ 342,44, queda de 5,7% na comparação anual. A taxa de ocupação foi de 64,23%, abaixo dos 69,64% registrados no mesmo período do ano passado, segundo dados da ABIH-BA (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Bahia).

Apesar do avanço nominal da diária média, o crescimento ficou abaixo da correção inflacionária do período. Já a retração do RevPAR acompanhou a redução da taxa de ocupação, que caiu 5,41 pontos percentuais na comparação com julho de 2025.

O desempenho da hotelaria oscilou ao longo do mês, com a primeira quinzena apresentando resultados mais fracos. Nesse período, a ocupação média ficou em aproximadamente 58%, enquanto, na segunda metade de julho, chegou perto de 70%. A diária média também foi maior na segunda quinzena.

Demanda cresce na segunda metade de julho

A variação também foi observada entre dias úteis e finais de semana. Aos sábados e domingos, a ocupação ficou em torno de 60%, enquanto nos dias úteis alcançou aproximadamente 66%. Dois períodos concentraram os maiores níveis de ocupação do mês: de 15 a 17 e de 21 a 25 de julho. Em algumas datas, o indicador superou 70% e chegou a ultrapassar 75% na média da cidade.

Segundo a ABIH-BA, o desempenho da primeira quinzena foi afetado pela Copa do Mundo e pelo calendário escolar de parte dos estados brasileiros. Em diferentes regiões do país, o recesso escolar começou apenas em meados de julho, contribuindo para concentrar a demanda na segunda metade do mês.

Oferta de voos aumenta 16%

A oscilação da demanda ocorreu apesar do crescimento de 16% na oferta de assentos em voos para Salvador durante a temporada de inverno, na comparação com o mesmo período de 2025. Para Wilson Spagnol, presidente da ABIH-BA, os resultados de julho mostram a sensibilidade do turismo de lazer à sazonalidade e reforçam a necessidade de ampliar a agenda de eventos na capital baiana.

Segundo o executivo, a atração de eventos culturais, esportivos e corporativos pode contribuir para estimular a demanda em períodos de menor movimento, como o início de julho e os meses de baixa temporada. “Posicionar Salvador como um destino resiliente e dinâmico durante todo o ano depende da capacidade do trabalho em conjunto do poder público e iniciativa privada, para criar e atrair os grandes eventos para a cidade, mas depende também de outros fatores e ações importantes, como a ampliação da conectividade aérea, a intensificação de ações promocionais e de marketing do destino, visando colocar a cidade em evidência nacional e internacional, e da melhoria contínua da infraestrutura urbana e turística da cidade”, destaca.

(*) Crédito da foto: Divulgação

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