A Hyatt Hotels Corporation iniciou 2026 com crescimento consistente de receita, avanço do RevPar global e expansão do pipeline de desenvolvimento, reforçando a estratégia de priorizar o modelo asset-light. No primeiro trimestre, o RevPar global da rede cresceu 5,4% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto o dos resorts all inclusive avançou 7,4%, sinalizando demanda resiliente, especialmente no segmento de lazer de alto padrão.
O desempenho operacional sustentou a evolução das receitas. As taxas brutas somaram US$ 333 milhões no trimestre, alta de 8,6% na comparação anual, refletindo a força do core business da companhia. Já o Ebitda ajustado atingiu US$ 266 milhões, avanço de 2,1% — ou 2,9% quando ajustado por ativos vendidos em 2025 — evidenciando estabilidade de rentabilidade mesmo diante de impactos externos, como tensões geopolíticas e oscilações de demanda em mercados específicos.
Além disso, a gigante hoteleira reportou lucro líquido de US$ 38 milhões no trimestre e lucro líquido ajustado de US$ 61 milhões, com lucro por ação diluído de US$ 0,40 (US$ 0,63 ajustado). O crescimento líquido de quartos nos últimos 12 meses foi de 5%. A companhia também revisou a definição de Ebitda ajustado, excluindo participações em empreendimentos não consolidados, e reprocessou períodos anteriores para manter a comparabilidade.
No campo operacional, o trimestre foi marcado por crescimento puxado pelo segmento de luxo, com destaque para o lazer individual, enquanto viagens corporativas e de grupos avançaram de forma mais moderada.
Outro destaque do período foi a expansão do pipeline, que alcançou cerca de 151 mil quartos sob contratos assinados de gestão ou franquia, crescimento de 9,4% e novo recorde histórico para a Hyatt. O avanço reforça o potencial de geração futura de receitas por meio de taxas, especialmente em mercados internacionais e no segmento de luxo.
Em relação às perspectivas, a companhia projeta crescimento do RevPar global entre 2% e 4% em 2026 e expansão líquida de quartos entre 6% e 7%, o que deve sustentar a evolução das receitas recorrentes. O Ebitda ajustado para o ano é estimado entre US$ 1,155 bilhão e US$ 1,205 bilhão, representando alta de 13% a 18% frente a 2025, apoiado pela maturação de ativos recentes e pela ampliação do portfólio.
Desempenho
Mark Hoplamazian, CEO da Hyatt, destaca os resultados e a estratégia da empresa. “Nossos fortes resultados do primeiro trimestre refletem a continuidade da solidez do nosso negócio principal baseado em taxas e a resiliência do nosso portfólio diferenciado de marcas de alta qualidade. À medida que avançamos ao longo do ano e além, estamos focados em elevar ainda mais a Hyatt, fortalecendo o desempenho das nossas marcas, das nossas equipes e da nossa tecnologia, para aprimorar nossa operação e ampliar nossas vantagens competitivas”, afirma.
“Acreditamos que essa base, combinada com nosso público de alta renda, um pipeline robusto com amplas oportunidades de expansão e um programa de fidelidade em rápido crescimento, nos posiciona para impulsionar um crescimento sustentado e gerar valor de longo prazo para os acionistas”, complementa.
No período, foram recompradas 840,2 mil ações Classe A, totalizando US$ 135 milhões, elevando o retorno de capital aos acionistas — incluindo dividendos — para US$ 149 milhões. Em termos de estrutura financeira, a empresa encerrou março com dívida total de US$ 4,3 bilhões e liquidez de US$ 2,2 bilhões. Para 2026, a Hyatt projeta retorno de capital entre US$ 325 milhões e US$ 375 milhões, além de fluxo de caixa livre ajustado entre US$ 580 milhões e US$ 630 milhões e investimentos de aproximadamente US$ 135 milhões.
O desempenho também foi impactado por fatores externos, como o conflito no Oriente Médio, que pressionou o RevPar em cerca de 50 pontos-base, além de efeitos pontuais no México e no Caribe que afetaram a distribuição. Ainda assim, a companhia manteve o ritmo de expansão, com a abertura de 3,9 mil quartos no período e avanço contínuo do pipeline global.
(*) Crédito da foto: Divulgação/Hyatt Hotels Corporation












