sexta-feira, 13/fevereiro
InícioNEGÓCIOSMercadoSetor de serviços recua em novembro, mas mantém expansão no ano

Setor de serviços recua em novembro, mas mantém expansão no ano

O volume de serviços no Brasil registrou variação de -0,1% em novembro de 2025 na comparação com outubro, considerando a série com ajuste sazonal, de acordo com dados compartilhados hoje (13) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mesmo com a leve retração, o setor permanece 20,0% acima do patamar de fevereiro de 2020, período pré-pandemia, e apenas 0,1% abaixo do maior nível da série histórica, atingido em outubro de 2025. Na comparação com novembro de 2024, sem ajuste sazonal, houve crescimento de 2,5%, marcando o vigésimo resultado positivo consecutivo.

No acumulado do ano, o avanço do setor chegou a 2,7% frente a igual período do ano anterior. O mesmo ritmo foi observado no acumulado dos últimos 12 meses, que também alcançou 2,7%, repetindo o resultado registrado em outubro de 2025.

A queda de -0,1% de outubro para novembro foi puxada por duas das cinco atividades analisadas: transportes, com retração de -1,4%, e informação e comunicação, que recuou -0,7%. Em sentido contrário, os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 1,3%, acumulando alta de 1,6% nos últimos dois meses, enquanto outros serviços avançaram 0,5%, com crescimento acumulado de 3,5% entre julho e novembro. Já os serviços prestados às famílias ficaram estáveis (0,0%) no mês.

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral do volume de serviços avançou 0,3% no trimestre encerrado em novembro de 2025, frente ao período imediatamente anterior. Quatro dos cinco setores pesquisados apresentaram expansão: outros serviços (1,0%), profissionais, administrativos e complementares (0,4%), informação e comunicação (0,3%) e transportes (0,2%). Apenas os serviços prestados às famílias registraram variação negativa nesse indicador (-0,1%).

Na comparação interanual, o crescimento de 2,5% do volume de serviços em novembro de 2025 foi acompanhado por quatro das cinco atividades e por 47,6% dos 166 tipos de serviços investigados. Os principais impactos positivos vieram de informação e comunicação (3,4%) e de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,5%). No primeiro caso, o desempenho foi impulsionado, principalmente, pelo aumento da receita em portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet, desenvolvimento de programas de computador sob encomenda, consultoria em tecnologia da informação, atividades de TV aberta, desenvolvimento e licenciamento de softwares e serviços de tratamento de dados e hospedagem na internet.

No segmento de transportes, contribuíram atividades como rodoviário de cargas, transporte aéreo de passageiros, concessionárias de rodovias, transporte coletivo rodoviário de passageiros, logística de cargas e transporte dutoviário.

Também apresentaram crescimento os serviços profissionais, administrativos e complementares (3,2%) e outros serviços (1,9%). No primeiro grupo, destacaram-se serviços de engenharia, agenciamento de espaços de publicidade, consultoria em gestão empresarial e atividades jurídicas. No segundo, o resultado foi influenciado pelo aumento da receita em seguros, previdência complementar e planos de saúde, coleta de resíduos não perigosos, serviços financeiros auxiliares e atividades de apoio à agricultura. A única influência negativa na comparação anual veio dos serviços prestados às famílias, que recuaram -1,0%, pressionados pela menor receita de restaurantes, hotéis e espetáculos teatrais e musicais.

Entre janeiro e novembro de 2025, frente ao mesmo período do ano anterior, o setor de serviços acumulou crescimento de 2,7%, com taxas positivas em quatro das cinco atividades e em 53,6% dos tipos de serviços pesquisados. A principal contribuição veio novamente de informação e comunicação, com alta de 5,4%, sustentada pelo desempenho de empresas ligadas a serviços de internet, softwares, consultoria e suporte em tecnologia da informação e tratamento de dados.

Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio avançaram 2,5%, enquanto os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 2,4% e os prestados às famílias, 0,9%. Em contrapartida, outros serviços recuaram -0,9%, impactados, sobretudo, por atividades auxiliares dos serviços financeiros, manutenção e reparação de veículos, administração de cartões de crédito, corretagem de seguros e manutenção de equipamentos de informática.

Maioria dos estados registra retração mensal

Em novembro de 2025, 17 das 27 unidades da federação apresentaram queda no volume de serviços em relação a outubro, na série com ajuste sazonal, acompanhando o resultado nacional (-0,1%). As maiores influências negativas vieram do Rio de Janeiro (-1,4%), Distrito Federal (-3,4%), Bahia (-1,5%) e Amazonas (-3,0%). Já São Paulo (0,3%) e Minas Gerais (1,1%) responderam pelas principais contribuições positivas do mês, seguidos por Pará (2,6%) e Pernambuco (1,3%).

Na comparação com novembro de 2024, a expansão de 2,5% do volume de serviços foi observada em 18 das 27 unidades da federação. São Paulo (3,4%) exerceu a principal influência positiva, seguido por Rio de Janeiro (2,8%), Paraná (3,0%), Distrito Federal (5,1%) e Pará (10,9%). No sentido oposto, Amazonas (-10,6%) liderou as quedas, à frente de Bahia (-3,4%), Rio Grande do Sul (-1,2%) e Tocantins (-10,3%).

No acumulado do ano, o crescimento de 2,7% do volume de serviços foi acompanhado por 22 estados. O maior impacto positivo ocorreu em São Paulo (4,1%), seguido por Distrito Federal (7,6%), Rio de Janeiro (1,5%), Paraná (2,5%) e Santa Catarina (3,7%). A principal influência negativa ficou com o Rio Grande do Sul (-4,6%).

Turismo avança pelo quarto mês consecutivo

O índice de atividades turísticas cresceu 0,2% em novembro de 2025 frente a outubro, quarto resultado positivo seguido, período em que acumulou ganho de 2,4%. Com isso, o segmento ficou 13,0% acima do nível de fevereiro de 2020 e 0,8% abaixo do ponto mais alto da série histórica, registrado em dezembro de 2024.

Oito dos 17 locais pesquisados acompanharam o avanço da atividade turística no país. As contribuições positivas mais relevantes vieram de São Paulo (0,9%), Bahia (1,9%), Pará (5,3%) e Goiás (2,9%). Em contrapartida, Rio de Janeiro (-3,2%) liderou as perdas no mês, seguido por Distrito Federal (-5,0%) e Rio Grande do Sul (-2,9%).

Na comparação com novembro de 2024, o volume das atividades turísticas cresceu 2,1%, décimo oitavo resultado positivo consecutivo, impulsionado principalmente pelos segmentos de transporte aéreo de passageiros, serviços de bufê e serviços de reservas ligados à hospedagem. Nessa base de comparação, 14 das 17 unidades da federação apresentaram crescimento, com destaque para Rio de Janeiro (4,0%), São Paulo (1,2%), Pará (24,4%), Rio Grande do Sul (7,8%), Bahia (5,6%) e Paraná (4,7%). As principais quedas foram observadas em Minas Gerais (-5,4%), Goiás (-6,9%) e Santa Catarina (-3,5%).

No acumulado do ano, as atividades turísticas avançaram 5,0%, com expansão em 15 dos 17 locais pesquisados. São Paulo (4,5%) e Rio de Janeiro (10,0%) lideraram as contribuições positivas, seguidos por Rio Grande do Sul (12,3%), Bahia (7,2%) e Paraná (5,5%). Minas Gerais (-3,9%) e Mato Grosso (-1,4%) registraram as únicas retrações no período.

Transporte de passageiros e cargas registra leve recuo mensal

Em novembro de 2025, o volume de transporte de passageiros recuou 0,5% em relação a outubro, na série livre de influências sazonais, após três meses consecutivos de alta, quando acumulou ganho de 3,1%. Apesar da queda, o segmento permanece 12,5% acima do nível de fevereiro de 2020, embora ainda esteja 13,5% abaixo do pico registrado em fevereiro de 2014.

O transporte de cargas também apresentou leve retração no mês, com variação de -0,1%, após cinco resultados positivos seguidos, período em que acumulou crescimento de 3,5%. O segmento está 2,7% abaixo do ponto mais alto da série, registrado em julho de 2023, e 40,5% acima do nível pré-pandemia.

Na comparação com novembro de 2024, sem ajuste sazonal, o transporte de passageiros cresceu 6,4%, décimo quinto avanço consecutivo, enquanto o transporte de cargas avançou 3,4%, registrando o sétimo resultado positivo seguido. No acumulado até novembro de 2025, o transporte de passageiros apresentou crescimento de 6,8% frente ao mesmo período de 2024, ao passo que o transporte de cargas avançou 1,3%.

(*) Crédito da foto: Freepik

APP Investidor Accor
Resort Comandatuba
Realgems ameneties