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Share Summit: Cacau Show detalha estratégia no setor hoteleiro

Trazendo uma visão de fora do setor, o Share Summit convidou Alê Costa, CEO da Cacau Show, para falar sobre a entrada da marca de chocolates no mercado de hospitalidade e entretenimento. Com um parque temático em desenvolvimento, a empresa opera dois resorts Bendito Cacao: um em Campos do Jordão e outro em Águas de Lindóia — ambos no interior paulista.

Em um bate-papo com Pedro Cypriano, managing director da Noctua Advisory, Costa compartilhou sua história, a fundação da Cacau Show e os números atualizados da maior franqueadora do Brasil. Com 38 anos de atuação, a marca de chocolates nasceu ainda na juventude, quando o empresário aprendeu a função de chocolateur.

Em 2025, a empresa faturou R$ 8,2 bilhões, com 30 milhões de clientes fidelizados, 100 milhões de tickets vendidos, 4,7 mil lojas e 22 mil colaboradores. No setor hoteleiro, as portas se abriram ao adquirir, em leilão, um empreendimento em Campos do Jordão, onde hoje opera o Bendito Cacao Resort & Spa.

Em seguida, veio a oportunidade de compra do Hotel Vacance, em Águas de Lindóia, que abriu com cerca de 80% de ocupação. Agora, o Cacau Park, com investimento de R$ 2 bilhões, é a nova aposta do empresário no setor de entretenimento, com abertura prevista para o final de 2027.

“Construímos uma equação financeira sustentável. A estratégia por trás é fazer gente feliz. É muito caro fazer ativação de marcas em grandes eventos, como Rock in Rio e Lollapalooza. E agora vamos fazer o maior investimento em marca dos últimos tempos”, disse Costa.

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Cypriano compartilhou o palco com o empresário

Os próximos passos

Questionado por Cypriano se os segmentos de multipropriedade e timeshare fazem sentido para a estratégia da Cacau Show, Costa não rejeita a ideia. O empresário afirma que há espaço para novas parcerias. “Estamos abertos para entender melhor e conversar. Precisamos de menos recursos, pois temos o funding necessário para desenvolver projetos”, adiantou.

Sobre novos empreendimentos, Costa avaliou que a Bahia é um mercado em potencial por sua ligação com o cacau. “Somos um entrante no mercado de hotelaria, mas temos um ecossistema da felicidade com nossa fazenda de cacau e nossas lojas. Sempre acreditei nos negócios com volume. A Cacau Show é o que é pelo volume”, finalizou.

(*) Crédito das fotos: Bruno Churuska/Hotelier News

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