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STR Summit: RM avança como eixo estratégico

Ao longo do dia, o STR Summit discutiu temas relevantes para o setor de short-term rental. Entre os painéis da programação, um dos destaques foi Data Intelligence e RM (Revenue Management): oportunidades reais de receitas.

O debate contou com mediação de Eduardo Martin, associate partner da Noctua Advisory, e reuniu Daniel Feitosa, consultor de Soluções da PriceLabs; Nathalia Beillo, gerente de RM e Pricing do Hub 360; e Rafael Pinotti, diretor de RM da Welhome.

Abrindo a conversa, Martin destacou a importância de transformar dados em estratégias e reforçou o papel do Revenue Management no segmento. Sobre o tema, Nathalia pontuou que incorporar essa cultura ao setor é fundamental para compreender os resultados e entender como eles são construídos.

Feitosa, por sua vez, afirmou que o short-term rental possui dinâmica e mentalidade diferentes da hotelaria tradicional. “Em hotéis, a ocupação nem sempre é o indicador mais importante. Já no aluguel por temporada, ela funciona como um balizador e se torna crucial nas estratégias de RM”, reforçou.

RM no short-term rental

No penúltimo painel do STR Summit, Nathalia também trouxe reflexões importantes sobre precificação. “É essencial olhar para dentro da operação e entender os objetivos da empresa e seus principais indicadores para, a partir disso, fazer os ajustes necessários. Basear a precificação apenas no mercado pode ser arriscado”, afirmou.

Rafael Pinotti
“Estratégia vai muito além de anunciar”, disse Pinotti

Complementando a análise, Pinotti destacou que, no setor, cada anúncio deve ser tratado como um projeto. Para ele, o trabalho vai muito além de simplesmente definir um preço para a acomodação. O executivo ressaltou ainda a importância de maturidade para compreender o mercado e reconhecer que nem sempre a primeira estratégia será a mais assertiva.

Feitosa reforçou o papel da tecnologia no apoio às operações. “Quando essas ferramentas mostram para onde a demanda está apontando e onde estão as oportunidades, fica mais fácil entender o mercado e suas flutuações. Fazer isso sem recursos tecnológicos é um desafio gigantesco”, salientou.

Perspectivas

Durante o bate-papo, Martin questionou os participantes sobre o nível de maturidade da adoção do Revenue Management na indústria de short-term rental. Em resposta, Pinotti afirmou que o primeiro passo é compreender os indicadores para, consequentemente, entender melhor a dinâmica do mercado.

“A profissionalização começa pelo básico bem feito. Isso é um diferencial enorme”, reforçou. Endossando a fala, Feitosa destacou que as ferramentas de análise ajudam empresas e operadores a identificar oportunidades de crescimento e aprimorar estratégias.

Por fim, Nathalia ressaltou que, durante muito tempo, as decisões do setor foram tomadas com base apenas em percepções. “Trazer essa cultura de testes e aprendizados é o caminho ideal para decisões mais assertivas”, concluiu.

No painel, os participantes reforçaram que o avanço do short-term rental passa diretamente pela profissionalização das operações e pelo uso inteligente de dados. Entre tecnologia, precificação e análise de indicadores, o consenso foi de que o Revenue Management deixou de ser um diferencial para se tornar peça estratégica na busca por eficiência, competitividade e crescimento sustentável do setor.

(*) Crédito das fotos: Bruno Churuska/Hotelier News

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