O que o mercado quer do short-term rental? No painel Desenho de produtos e experiências: o que o mercado pede?, realizado no STR Summit, grandes players do setor debateram o desenvolvimento de projetos e ofertas de serviços para um segmento que possui demandas e desafios próprios.
O painel contou com a presença de Rafael Rossi, CEO da Conviva; Nelson Benavides, Regional manager da Booking.com; Ivete Gama, CEO da Apê Smart Studio; e moderação de Pedro Cypriano, managing director da Noctua Advisory.
Operando 12 prédios, totalizando 1,5 mil apartamentos em operação, além de oito edifícios em pipeline, a Apê Smart Studio foi desenvolvida para oferecer um serviço diferenciado ao mercado. Segundo Ivete, a marca nasceu antes mesmo de possuir os ativos.
“Para entender melhor o comportamento do consumidor, dividimos em três categorias: executivo, lazer e hospedagem por necessidade. Dentro desses segmentos, temos outras ramificações”, explicou Ivete.
De acordo com a profissional, o perfil de comportamento mudou. A demanda de lazer, por exemplo, pode ser oriunda de shows ou até mesmo de casais em busca de um local para aproveitar momentos a dois. Já as hospedagens por necessidade podem ser tanto pessoas em tratamento médico quanto clientes estudando em outra cidade.
“Cada prédio atua de uma maneira diferente dependendo da localização. O perfil de comportamento no Brás, por exemplo, não é o mesmo de um edifício próximo à Avenida Paulista”, comparou.
Há 10 anos no mercado, a Conviva se define como uma gestora pura. Sem ser proprietária dos imóveis, a empresa apenas faz a gestão de terceiros. “Nossa estadia média é de cinco noites e meia, com cerca de duas pessoas por apartamento. Estamos em diferentes regiões de São Paulo, que possui demanda mais corporativa — o que nos leva a sofrer com a sazonalidade das férias escolares e do fim de ano”, disse Rossi.

Como se destacar nas OTAs
Na Booking.com, a estadia gira em torno de duas a três noites, com o corporativo figurando entre as principais demandas em mercados como a capital paulista. Benavides explicou que, entre os fatores que mais pesam na escolha do imóvel, estão preço, localização e configuração dos apartamentos.
Segundo o executivo, para uma empresa performar bem dentro da OTA, é preciso se destacar na busca de diferentes filtros da plataforma. “É preciso estar bem posicionado. Os filtros ajudam muito, pois quando não há informações claras sobre o produto e o serviço, fica mais difícil”, enfatizou.
Para a Conviva, a padronização dos apartamentos faz parte da estratégia de rentabilidade. De acordo com Rossi, operar precisa ser fácil e barato. “Talvez a decoração seja o jeito mais barato de maximizar o retorno do imóvel”, pontuou.
A Apê Smart Studio nasceu com a proposta padronizada — fator que é visto com bons olhos por Ivete. Segundo a executiva, independentemente do endereço, os hóspedes conseguem identificar elementos que remetem à comunicação visual da marca. “A padronização faz parte do nosso caderno técnico, principalmente pelo tempo curto de manutenção e desgaste de material. Nosso modelo foi aprimorado para ter itens confortáveis, identificáveis e que não pesam para o investidor”, finalizou.
(*) Crédito das fotos: Bruno Churuska/Hotelier News











