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Três perguntas para: Thaís Sobral

Fora do trabalho, Thaís Sobral, gerente de Vendas do Pullman São Paulo Ibirapuera, é movida por experiências diversas, como viagens, gastronomia, música e boas festas. Sempre que possível, também dedica tempo à leitura e recomenda os livros Conversas Corajosas, de Elisama Santos, e How To Win Friends and Influence People, de Dale Carnegie, obras voltadas ao autoconhecimento e às relações humanas.

Entrevistada do Três perguntas para de hoje (11), Thaís é graduada em Comércio Exterior e cursa pós-graduação em Gestão Estratégica de Pessoas. A executiva iniciou a carreira na área de importação de uma multinacional farmacêutica e, posteriormente, migrou para a hotelaria, segmento em que acumula quase 10 anos de experiência.

Ao longo da trajetória profissional, passou pela Meliá Hotels International e, na sequência, integrou o time da Accor. Antes de chegar ao Pullman Ibirapuera, atuou em empreendimentos como o Grand Mercure São Paulo Itaim Bibi e os hotéis Pullman São Paulo Vila Olímpia e Grand Mercure São Paulo Vila Olímpia.

No Pullman São Paulo Ibirapuera, lidera estratégias comerciais focadas no crescimento do topline, no fortalecimento do posicionamento de mercado e no relacionamento com grandes contas corporativas.

Três perguntas para: Thaís Sobral

Hotelier News: Em um mercado hoteleiro cada vez mais competitivo em São Paulo, quais estratégias comerciais realmente fazem a diferença hoje: preço, relacionamento, personalização, tecnologia ou experiência? Como equilibrar tudo isso sem entrar apenas na guerra tarifária?

Thaís Sobral: Hoje, o que realmente faz diferença é uma estratégia baseada em dados, com uma visão multisegmentos e um olhar 360° sobre os movimentos do mercado. Não é mais sobre atuar em um único canal, mas equilibrar diferentes fontes de demanda com inteligência.

O preço passa a ser consequência dessa estratégia, não o ponto de partida. Quando entendemos o comportamento do cliente e do mercado, conseguimos agir com mais precisão. Assim, saímos da guerra tarifária e entramos em um posicionamento de valor e consistência.

HN: A venda hoteleira hoje envolve muito mais dados, CRM e inteligência comercial do que apenas relacionamento. Como a tecnologia e a análise de dados influenciam a estratégia de vendas do hotel atualmente?

TS: Sem dúvidas, inteligência de mercado, dados e tecnologia são fundamentais para desenhar uma estratégia sólida de topline. Hoje, não olhamos apenas para os números, mas também para tendências de consumo, mudanças geracionais e comportamento de compra. Isso nos permite antecipar movimentos e atuar de forma muito mais estratégica.

Ao mesmo tempo, acredito muito que, em um mundo cada vez mais tecnológico, as relações humanas ganham ainda mais valor. O relacionamento deixa de ser operacional e passa a ser genuíno, consultivo e próximo. No fim, não são frentes opostas, são complementares, e é justamente essa combinação que gera resultado consistente e sustentável.

HN:O Pullman São Paulo Ibirapuera tem uma localização estratégica na cidade. Como essa vantagem é traduzida em argumento comercial durante uma negociação, especialmente com clientes que já conhecem bem o mercado paulistano?

TS: A nossa localização é estratégica, mas o diferencial está em como traduzimos em valor percebido. Estamos conectados aos principais polos corporativos e de lazer da cidade, mas inseridos em uma região que privilegia privacidade, segurança e uma experiência mais silenciosa, que é algo cada vez mais valorizado. Isso nos permite entregar uma jornada completa: hospedagem, eventos, gastronomia, bem-estar e tecnologia em um único lugar.

Para um cliente que já conhece São Paulo, estar bem localizado não é suficiente, é preciso fazer sentido na rotina dele sem abrir mão de qualidade. É essa combinação entre conveniência e experiência que fortalece nosso posicionamento na negociação.

(*) Crédito da foto: Divulgação/Accor

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