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Três perguntas para: Victor Masetti

À frente da operação do Emiliano Rio desde outubro de 2024, Victor Masetti conhece a hotelaria carioca não apenas como colaborador, mas também como cliente. Natural da Cidade Maravilhosa, o gerente geral do empreendimento de luxo se considera um profissional movido pela paixão por servir pessoas, desenvolver equipes e criar experiências extraordinárias.

Quando não está na gestão do hotel localizado na Praia de Copacabana, Masetti gosta de viajar, conhecer novos restaurantes, acompanhar tendências e passar tempo com a família e com a filha de quatro patas, Nala.

O executivo iniciou sua carreira em 2004, no Espírito Santo. Bacharel em Turismo, Masetti possui pós-graduação em Gestão Empresarial e dois MBAs — um em Vendas, Merchandising e Marketing e outro em Gestão de Projetos. Mais tarde, iniciou sua segunda graduação, desta vez em Administração de Empresas.

Ao longo de sua trajetória, atuou em empresas como Atlantica Hotels, Windsor Hotéis e Grupo Cataratas, com experiências em operações hoteleiras de grande porte, eventos, A&B (Alimentos e Bebidas), parques temáticos e atrativos turísticos, como o AquaRio.

Três perguntas para: Victor Masetti

Hotelier News: O Emiliano construiu sua reputação combinando arquitetura, design e hospitalidade de forma muito particular. Como manter a essência da marca ao mesmo tempo em que as expectativas dos hóspedes de luxo evoluem cada vez mais rápido?

Victor Masetti: Acredito que a essência de uma marca forte não está apenas nos processos ou nos espaços físicos, mas nos valores que orientam cada decisão. O Emiliano se destaca por oferecer uma hospitalidade elegante, discreta, personalizada e genuinamente brasileira, sempre colocando o hóspede no centro da experiência.

As expectativas dos viajantes de luxo evoluem constantemente, com uma busca cada vez maior por autenticidade, bem-estar, privacidade e personalização. O desafio é acompanhar essas mudanças sem perder aquilo que torna a marca única.

Para mim, inovar não significa romper com a identidade da marca, mas encontrar novas formas de expressá-la. Isso exige escuta ativa dos hóspedes, atenção às tendências e equipes preparadas para transformar detalhes em experiências extraordinárias. Quando a essência é clara, a evolução acontece de forma natural e consistente.

HN: Quais são os atributos que um gerente geral precisa desenvolver para liderar uma equipe em um hotel onde a excelência não é um diferencial, mas uma expectativa básica do hóspede?

VM: Em hotéis de luxo, a excelência operacional é apenas o ponto de partida. O básico bem feito não é um diferencial, é uma obrigação. Por isso, acredito que um gerente geral precisa equilibrar visão estratégica, inteligência emocional e, principalmente, a capacidade de desenvolver pessoas.

É fundamental acompanhar os indicadores financeiros e operacionais, mas sem esquecer que a experiência do hóspede começa na experiência do colaborador. Equipes engajadas, valorizadas e alinhadas com o propósito da empresa tendem a entregar resultados consistentes.

Também considero essenciais a presença na operação, a escuta ativa e a capacidade de inspirar pelo exemplo. A cultura de excelência não é construída apenas por processos ou cobranças, mas por líderes que demonstram diariamente os comportamentos que desejam ver em suas equipes.

HN: O Rio de Janeiro vive um momento de forte visibilidade internacional, impulsionado por eventos, turismo de lazer e experiências premium. Na sua visão, quais são as maiores oportunidades e também os principais desafios para a hotelaria de luxo carioca nos próximos anos?

VM: O Rio de Janeiro vive um momento muito positivo para a hotelaria de luxo. A chegada de novas marcas internacionais demonstra a confiança do mercado no potencial da cidade e na crescente demanda por experiências premium. Além disso, os indicadores do setor têm apresentado resultados consistentes, com ocupação e diária média se mantendo em bons patamares, reforçando a atratividade e a sustentabilidade dos investimentos. O Rio reúne atributos únicos: paisagens icônicas, gastronomia, cultura, entretenimento e um estilo de vida reconhecido mundialmente.

A grande oportunidade está em transformar o turista que visita a cidade por um evento, lazer ou ocasião especial em um visitante recorrente, mostrando que o Rio oferece experiências sofisticadas e autênticas durante todo o ano.

Por outro lado, o crescimento do segmento traz desafios importantes. Entre eles, destaco a disponibilidade de mão de obra qualificada, a formação e retenção de talentos, a manutenção de padrões internacionais de serviço e a capacidade de entregar uma experiência consistente mesmo nos períodos de maior demanda. Em um mercado cada vez mais competitivo, a excelência precisa ser sustentável e estar presente em cada detalhe da jornada do hóspede.

Tenho uma visão muito otimista para os próximos anos. O Rio possui todos os elementos para se consolidar entre os principais destinos de luxo, desde que o setor continue investindo em pessoas, estrutura e experiências que valorizem a identidade única da cidade.

(*) Crédito da foto: arquivo pessoal

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