Com foco crescente em qualidade de vida, 40,7% dos brasileiros pretendem investir mais em experiências como viagens, eventos e atividades de lazer nos próximos anos. Os dados, extraídos de um relatório do Serasa Experian, reforçam uma tendência apresentada em junho pela Booking.com.
O movimento reflete uma mudança de comportamento, ancorada na priorização do bem-estar. Segundo a pesquisa, 25% afirmam consumir mais experiências e 35% planejam ampliar os gastos com itens voltados ao autocuidado. Além disso, 33% da população tem dado mais atenção à saúde, enquanto 39% relatam estar economizando e evitando desperdícios.
“O consumo tem se voltado a escolhas percebidas como mais conectadas ao bem-estar pessoal. Isso desafia as marcas a acompanharem as transformações com mais empatia e sensibilidade”, analisa Giovana Giroto, CMO da Serasa Experian.

Poder aquisitivo influencia decisões
A pesquisa também destaca diferenças significativas entre as classes sociais. O consumo experiencial é mais presente entre os consumidores das classes A e B, onde 62% se identificam com esse perfil. Nesses grupos, mais de um terço utiliza crédito para financiar lazer e entretenimento. A priorização da economia e da redução de desperdícios também é mais evidente (42%) entre os que possuem maior poder aquisitivo.

Na classe C, a percepção se mantém estável, mas entre os consumidores da classe D há queda de 12 pontos percentuais na percepção de mudança de hábitos, o que pode indicar que a prática de economizar já faz parte da rotina e não é vista como algo recente.
Mesmo entre perfis mais tradicionais, o interesse por inovação e bem-estar está presente. Na classe D, 29% pretendem aumentar os gastos com produtos tecnológicos — maior índice entre as categorias de desejo. Em seguida aparecem itens voltados ao autocuidado (28%) e experiências (20%).
Recorte geracional
Contrariando o estereótipo de que mudanças de comportamento são exclusivas dos mais jovens, o estudo mostra que o interesse por novos padrões de consumo é significativo também entre gerações mais maduras.

Entre consumidores das gerações Y, X e Baby Boomers, de 34% a 42% demonstram abertura a essas transformações. Apenas 10% dos entrevistados se mostram resistentes a mudanças no mercado.
(*) Crédito da foto: Freepik
(*) Crédito dos gráficos: Serasa Experian











