É chegada a hora! Anunciado em 2018, o W São Paulo começa a receber hóspedes a partir de hoje (17), em uma inauguração bastante aguardada no mercado. Primeiro hotel da marca no Brasil, e terceiro na América do Sul, a propriedade dá partida com 170 colaboradores e números que animam o gerente geral Idu Ribeiro neste período de soft opening.
“Abrimos as vendas recentemente. E, para os primeiros dois meses, já temos mais de 500 room nights comercializados. Recebemos também muitas cotações de grupos”, revelou Ribeiro em entrevista ao Hotelier News. “Aberturas nunca são fáceis, mas são números que nos deixam animados”, completou.
Segundo Ribeiro, a ideia é iniciar a operação com um posicionamento de tarifa na casa de US$ 580. Ainda assim, o executivo sabe que uma das forças do hotel – e também da marca W Hotels no geral – está na gastronomia. O W São Paulo, por exemplo, abre com três pontos de venda, localizados nos pavimentos 23, 24 e 40, o último do monumental edifício erguido pela HBR Realty.
“Cada um deles tem uma identidade diferente e foram totalmente pensados para entrar no circuito gastronômico paulista. O Yōso Bar, por exemplo, explora a coquetelaria japonesa contemporânea. Além disso, terá uma extensa coleção de rótulos de whisky, muitos deles do Japão”, acrescenta diz Ribeiro. “No segmento de luxo, e para qualquer hotel, hospedagem é muito importante, mas não é tudo. Dentro do contexto atual, de novas demandas do consumidor mais ainda.”
Aposta na gastronomia
- 23º andar: Yōso Bar e Café (cozinha japonesa contemporânea)
- 24º andar: Baio Cozinha Sulista (culinária gaúcha)
- 40º andar: L40 Cozinha de Latitude (gastronomia dos países localizados na latitude 40, como China, Coreia, EUA e Espanha, entre outros)
Além dos conceitos inovadores, Ribeiro ressaltou a intensa programação cultural que as ofertas de A&B (Alimentos e Bebidas) do W São Paulo terão. “É um ativo intangível, sabe? Mais do que isso, é isso que faz o W ser W”, explicou. “Agora, o principal diferencial do hotel será a equipe que formamos. É isso que fará a diferença”, completou.
“Pela minha experiência prévia com a marca, consigo identificar o talento W. Com isso, fica mais fácil conectar o time com a marca logo cedo – e isso aconteceu. Além disso, montamos uma equipe com grande diversidade. Pessoas mais experientes, vindas de outros hotéis da cidade, e também iniciantes na indústria. Essa mistura enriquece o time”, continuou Ribeiro.
Expectativa
Quando fala experiência prévia, é bom lembrar que Idu Ribeiro esteve à frente do W Maldivas antes de assumir a unidade de São Paulo. “Ao todo, foram 17 anos fora do Brasil, de onde saí como gerente de Recepção”, relembra o executivo, que chegou mais ou menos um ano antes da entrega do hotel.

“Já tinha feito outras aberturas, mas em estágios, marcas e posições na carreira bem diferentes. Então, aqui pude acompanhar muito mais a obra, opinar com minhas experiências anteriores”, completa Ribeiro.
Ele acrescenta que a HBR Realty, incorporadora dona do hotel, está muito conectada e engajada com o projeto. “É um empreendimento muito aguardado, ponto incrível.”
Agora, nem tudo são flores nesta volta ao país natal. Como em qualquer abertura, o trabalho é árduo, apesar de bastante recompensador. Segundo Ribeiro, um das partes mais desafiadoras foi se reconectar com o mercado brasileiros e suas peculiaridades. “Tive me reintegrar à cultura laboral, fiscal e mercadológica do Brasil. Um mundo novo, portanto, mesmo sendo brasileiro, pois, quando saí, não estava em posição de liderança”, explica.
É chegada a hora, Idu! Fique tranquilo que valerá à pena todo esforço. Boa sorte e aguardo convites!
(*) Crédito das fotos: Divulgação/Marriott International













