Aberta ontem (14), a WTM-LA segue com sua programação hoje (15), com encerramento amanhã (16). Representando a hotelaria potiguar, Edmar Gadelha, presidente da ABIH-RN (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte), fala sobre a expansão da diversidade de empreendimentos no estado, além da busca por novos nichos de mercado.
Segundo Gadelha, atualmente, o Rio Grande do Norte conta com 70 mil leitos, sendo 30 mil localizados em Natal. No total, o estado possui 750 meios de hospedagem. “Desse montante, 70% dos leitos encontram-se na Praia de Ponta Negra e Via Costeira, ambas na capital, onde há uma grande concentração de hotéis e restaurantes”.
Além da capital potiguar, os polos hoteleiros mais importantes do estado são Tibau do Sul, onde está localizada a Praia de Pipa, e São Miguel do Gostoso. “Grande parte da nossa oferta é composta por empreendimentos independentes. Poucas redes atuam em nosso estado, mas nossa hotelaria é diversificada, com hotéis cinco estrelas, all-inclusive, médios e propriedades boutique”, reforça Gadelha.
A hotelaria potiguar, majoritariamente movida pelo lazer, vem buscando pulverizar sua demanda, trabalhando outros nichos de mercado. O presidente da ABIH-RN afirma que o segmento de casamentos é uma das apostas do setor, além de experiências voltadas para o luxo.
No primeiro trimestre, a ocupação cresceu 16% no mercado nacional e 26% em demanda internacional no comparativo anual. No período do Réveillon, o indicador chegou a 83%, totalizando 76% em janeiro como um todo. Para o Carnaval, a ocupação atingiu a marca de 95% e a projeção para a Semana Santa é de 75%.
“Nossa diária média vem crescendo pela lei da oferta e da procura. Natal foi um dos destinos com maior busca orgânica do país durante o verão de 2025, ficando em terceiro lugar no Nordeste e em oitavo no ranking nacional”, celebra Gadelha.
Baixa temporada
Para suprir a falta do lazer no período da baixa temporada, a prefeitura de Natal vem trabalhando o calendário anual, além de eventos de lazer e corporativos. Gadelha explica que a demanda de turistas do estado é composta por 11% de turistas oriundos de eventos, 10% corporativos e o restante a lazer.
Também presente na WTM-LA, Sanclair Solon, secretário Municipal de Turismo de Natal, destacou iniciativas públicas, como a engorda da faixa de areia da Praia de Ponta Negra e proximidade com entidades do turismo.
“Fizemos o Plano Diretor de Natal, que engloba maior segurança jurídica para a cidade em termos de licenciamento. Também focamos na atuação com as instituições do turismo, como ABIH-RN e ABAV, visando fomentar resultados para o setor. Nosso orçamento é enxuto, mas fazemos muito com pouco”, salienta o secretário.
Este ano, a Setur atuou ao lado da Secretaria de Cultura para alavancar resultados. Segundo Solon, a ideia é expandir os nichos de atuação. “Temos um centro de eventos excelente em Natal, além de hotéis com capacidade para receber eventos de médio porte. Estamos estudando segmentos como casamentos, turismo do sono e público 60+”, pontua.
Short-term rental
Sobre a escalada do short-term rental no país, Gadelha se mostra preocupado com a concorrência frente ao setor hoteleiro. “É um setor que abarca uma fatia que atua em certa clandestinidade e sonegação fiscal, além de não gerar emprego e renda. Obviamente, existe mercado para todos — quem busca preço e aqueles que procuram por experiência”.
Para o presidente da ABIH-RN, os hotéis devem se diferenciar em serviços, mas pondera que o short-term rental precisa ser regulamentado de forma mais apropriada. “Os parlamentares precisam regulamentar a atividade, especialmente para dar condições de concorrência tarifária para quem gera emprego e renda”.
Em sua fala durante a WTM-LA, o secretário acredita que a regulamentação deve partir do governo federal para que os estados se adequem às normas. “As prefeituras do Rio Grande do Norte já estão preparando uma carta para que haja uma pressão sobre os impostos”.
(*) Crédito da foto: Nayara Matteis/Hotelier News










