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Onfly capta R$ 240 mi e triplica aposta em IA

A mineira Onfly, travel tech especializada na digitalização da gestão de viagens corporativas, acaba de anunciar uma rodada série B de R$ 240 milhões, liderada pela Tidemark, gestora fundada por Dave Yuan, ex-general partner do TCV e investidor de gigantes como Facebook, LinkedIn e ByteDance. Trata-se do primeiro investimento da gestora na América Latina, reforçando o interesse crescente de fundos internacionais por startups da região, aponta o NeoFeed.

Além da Tidemark, também participaram da rodada a Endeavor Catalyst e os fundos Left Lane Capital, de Nova York, e Cloud9 Capital, com sede no Brasil – ambos já haviam liderado a rodada anterior, de R$ 80 milhões, em junho de 2023. A injeção de capital acontece em um momento estratégico para a Onfly, que superou R$ 1 bilhão em GMV (volume transacionado) e mais de 2 mil clientes corporativos ativos, incluindo nomes como Vivara, PicPay e VTEX.

“O Dave é um investidor com trajetória sólida, que entende profundamente o mercado de tecnologia e, especificamente, o setor de viagens”, afirma Marcelo Linhares, CEO e cofundador da Onfly. A nova rodada vai permitir acelerar a expansão da companhia no Brasil e no exterior. Segundo Linhares, o mercado endereçável brasileiro é estimado em US$ 30 bilhões, enquanto a América Latina chega a US$ 50 bilhões. A startup já deu os primeiros passos rumo à internacionalização, com operações iniciadas no México, onde soma 30 clientes e R$ 500 mil em GMV. Agora, o foco está em consolidar a presença no país e preparar a entrada em Colômbia, Chile e Argentina a partir de 2026.

Investimento

Outro destino dos recursos será a triplicação dos investimentos em tecnologia, passando de R$ 13 milhões para R$ 40 milhões já neste ano, com destaque para aplicações de IA (Inteligência Artificial) voltadas à personalização da experiência e ao aumento de eficiência nos processos internos.

A startup também se prepara para atuar em fusões e aquisições, com foco na compra de carteiras de clientes corporativos de agências tradicionais ou de empresas que eliminem intermediários na cadeia. A expectativa é que, em cinco anos, até 40% da receita da Onfly venha de fora do Brasil. Para 2025, a meta é ambiciosa: atingir R$ 1,5 bilhão em GMV.

“Estamos num setor com grande potencial de disrupção e vemos espaço para crescer com base em tecnologia, atendimento e eficiência. A nova rodada não apenas reforça nossa estratégia, como permite que possamos tomar riscos mais ousados para acelerar nossa trajetória”, conclui Linhares.

(*) Crédito da foto: Divulgação/Onfly

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