O Brasil encerrou o terceiro trimestre de 2026 com 145 projetos hoteleiros em desenvolvimento, totalizando 19.885 quartos. O volume representa um crescimento anual de 18% no número de empreendimentos e de 22% na quantidade de quartos planejados. Mesmo com um mercado considerado complexo, o país ocupa a segunda posição no pipeline hoteleiro da América Latina, atrás apenas do México. Os dados são da LE (Lodging Econometrics).
Ao final de setembro, a região contabilizava 783 projetos e 114.148 quartos em seu pipeline de construção hoteleira, alta de 4% no número de empreendimentos em relação ao mesmo período de 2025.
Fases de desenvolvimento
No período analisado, os projetos em fase inicial de planejamento somam 300 empreendimentos e 38.851 quartos na América Latina. Na comparação anual, houve crescimento de 29% no número de projetos e de 21% na quantidade de quartos. Essa etapa representava 38% do pipeline regional em número de empreendimentos, a maior participação entre as fases de desenvolvimento.
Outros 288 projetos, com 45.186 quartos, estavam em construção. Já 195 empreendimentos, que somavam 30.111 quartos, tinham início das obras previsto para os 12 meses seguintes.
Entre as redes hoteleiras, Minor, Meliá, Hilton e Accor exemplificam o olhar cada vez mais atento para o Brasil e América Latina nos últimos meses.
Distribuição por categoria
O luxo liderava o pipeline regional por categoria hoteleira, com 148 projetos e 24.584 quartos. Na sequência, as categorias upscale e midscale registravam 142 empreendimentos cada, com 20.699 e 16.956 quartos, respectivamente.
Em conjunto, os três tipos de empreendimentos concentravam 432 projetos e 62.239 quartos, o equivalente a 55% do total regional tanto em empreendimentos quanto em unidades habitacionais. A categoria upper-upscale, por sua vez, reunia 137 projetos e 22.795 quartos, com crescimento anual de 11% no número de empreendimentos.
Novos projetos e conversões
Durante o terceiro trimestre, foram anunciados 56 novos projetos hoteleiros na América Latina, com 7.461 quartos. O resultado representa alta anual de 44% no número de empreendimentos e de 16% na quantidade de quartos. No mesmo período, 22 projetos, que somavam 3.279 quartos, iniciaram as obras.
Os projetos de reforma e conversão de bandeiras totalizavam 189 empreendimentos e 33.835 quartos, com aumentos de 9% e 16%, respectivamente, em relação ao terceiro trimestre de 2025.
Consideradas isoladamente, as conversões de hotéis somavam 139 projetos e 20.826 quartos. Na comparação anual, o número de empreendimentos cresceu 21%, enquanto a quantidade de quartos avançou 48%.
Mais recortes
O México permanece como o maior mercado de desenvolvimento hoteleiro da América Latina, com 229 projetos e 32.856 quartos. O país concentrava 29% dos empreendimentos e das unidades habitacionais previstos na região. O Brasil aparece na segunda posição, com 145 projetos e 19.885 quartos, enquanto a República Dominicana ocupa o terceiro lugar com 88 empreendimentos e 17.356 quartos, seu maior volume de projetos registrado no levantamento.
O trio corresponde a 59% dos projetos e 61% dos quartos do pipeline latino-americano.
Entre as cidades, a Cidade do México apresentava o maior número de projetos, com 25 empreendimentos e 2.702 quartos. Lima, no Peru, vinha na sequência, com 19 projetos e 2.421 quartos. San Juan, em Porto Rico, reunia 15 empreendimentos, totalizando 2.978 quartos.
Projeções
A América Latina registrou a abertura de 51 hotéis, com 9.107 quartos, nos três primeiros trimestres de 2026. Para o quarto trimestre, a previsão é de inauguração de outros 39 empreendimentos, com 5.933 quartos. Caso as projeções se confirmem, o ano terminará com 90 hotéis abertos e 15.040 quartos adicionados à oferta regional.
Para 2027, a estimativa é de 115 aberturas, com 17,3 mil quartos. Em 2028, a previsão é de 116 hotéis e 15.426 quartos.
(*) Crédito da foto: Magnific














