';

"Bem-vindos ao nosso novo portal! "

Peter Kutuchian
Founder & CEO
Cursos
icone de um computador com um LMS (learn management system)
Confira nossos cursos

Airbnb demite 25% do quadro de colaboradores

Por Vinicius Medeiros 6 de maio de 2020

Airbnb - corte de funcionários_Brian CheskyChesky enviou carta aos funcionários explicando mudanças na empresa 

Assim como toda hotelaria mundial, o segmento de aluguel por temporada também paralisou em função da pandemia do coronavírus. Maior expoente do setor, o Airbnb vem sentindo fortemente o impacto. Ontem (5), a empresa demitiu 25% da equipe de funcionários, afetando 1,9 mil empregados dos 7,5 mil existentes globalmente antes da pandemia, informou a imprensa norte-americana.

A medida é a última de uma recente sucessão de ações para minimizar o impacto financeiro provocado pelo coronavírus. Antes, o Airbnb buscou uma linha emergencial de crédito de US$ 2 bilhões, com taxas compatíveis a dos chamados distressed assets. Em paralelo, reduziu em pelo menos 15% o inventário disponível. Em outra frente, lançou protocolo de higienização para prevenção do coronavírus.

Em carta aos funcionários, Brian Chesky, CEO e cofundador do Airbnb, disse que “o surto de coronavírus é a crise mais angustiante da nossa vida". Para justificar as medidas que estão sendo tomadas, Chesky acrescentou que a receita prevista para 2020 será inferior à metade da obtida no ano passado. 

Airbnb: outras medidas

No comunicado, Chesky confirmou que a empresa vai reduzir esforços em áreas afastadas do core business. Na lista estão propriedades de luxo e hotéis, incluindo o HotelTonight (comprado em 2019), além de transportes. "Isso significa que precisaremos reduzir nosso investimento em atividades que não apoiam o core business da nossa comunidade", escreveu.

Para o mercado, a leitura foi de que o Airbnb continuará operando o HotelTonight, mas não investirá na adição de novos hotéis à plataforma. Isso significa que a empresa fica alguns passos atrás, em termos de variedade de oferta de hospedagem, do que suas rivais Booking.com e Expedia.

Diante desse cenário, analistas apostam que a esperada abertura de capital do Airbnb, programada inicialmente para este ano, perde força. O raciocínio é simples: uma empresa reduzida, com baixa oferta de hotéis e, agora, de voos, fica realmente menos atrativa para Wall Street. 

Em reportagem no Skift, o jornalista Dennis Schaal destaca que, em sua mais recente captação de recursos, a avaliação do Airbnb caiu para cerca de US$ 18 bilhões. Há alguns anos, por exemplo, o valor de mercado da empresa era bem mais alto: US$ 31 bilhões.

(*) Crédito da capa: freestocks-photos/Pixabay

(**) Crédito da foto: Divulgação/Airbnb