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Alagev: eleições não devem impactar viagens corporativas

As eleições de 2026 não devem provocar mudanças significativas na programação de viagens corporativas e eventos para a maior parte das empresas, segundo levantamento da Alagev (Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas). A pesquisa mostra que 54% dos participantes não preveem impactos do calendário eleitoral sobre o planejamento dessas atividades. Além disso, 67% afirmam que pretendem manter a programação normalmente.

Realizado com associados da entidade, o levantamento recebeu até 79 respostas por pergunta. Embora a maior parte não espere alterações, 9% dos respondentes já identificam efeitos das eleições no planejamento de viagens ou eventos. Outros 18% acreditam que possíveis impactos devem surgir nas próximas semanas, enquanto 19% ainda não conseguem avaliar como o período eleitoral poderá afetar suas agendas.

Para Joyce Macieri, presidente da Alagev, os resultados apontam mais para a necessidade de ajustes no planejamento do que para uma redução das viagens profissionais. “Os dados mostram que as empresas não estão tratando o período eleitoral necessariamente como um motivo para deixar de viajar ou realizar eventos. O movimento é de acompanhar o cenário e incorporar essa variável ao planejamento, avaliando datas, orçamento e possíveis impactos nos deslocamentos. Para o gestor, antecipar essas questões permite fazer ajustes sem comprometer a agenda corporativa”, afirma.

Datas das eleições exigem atenção

Apesar da intenção predominante de manter as agendas, o período próximo às votações aparece como um dos principais pontos de atenção. Entre os participantes que responderam à questão, 24% disseram que pretendem evitar viagens ou eventos nos dias próximos ao primeiro e ao segundo turno.

Outros 6% consideram restringir compromissos em um intervalo mais amplo, antes e depois das votações, enquanto 3% ainda avaliam essa possibilidade. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e um eventual segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.

“Planejamento não significa interromper as viagens. Significa entender quais períodos exigem mais atenção e deixar margem para eventuais mudanças. Quanto mais cedo a empresa identifica essas variáveis, maior é sua capacidade de reorganizar uma agenda, se necessário, sem transformar um ajuste operacional em um problema para o negócio”, explica Joyce.

Controle de custos aparece entre os principais pontos

Entre os possíveis efeitos das eleições sobre viagens corporativas – que fecharam o primeiro semestre com arrecadação recorde – e eventos, 29% dos participantes apontaram a redução ou o maior controle dos orçamentos como principal preocupação. O monitoramento de manifestações, a mobilidade e possíveis alterações nos destinos aparecem em seguida, com 21% das respostas.

A alteração ou o adiamento das datas de viagens foi mencionado por 20% dos participantes. Nenhum respondente, por outro lado, indicou expectativa de redução no volume de viagens em razão das eleições. Além disso, 65% afirmaram não ter uma preocupação específica com o período eleitoral.

“Os resultados mostram que as empresas estão mais atentas ao planejamento e aos custos do que a uma possível redução das viagens. Acompanhar as variáveis e ter alternativas permite ao gestor fazer ajustes quando necessário”, conclui a executiva.

(*) Crédito da foto: Divulgação

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