A experiência do hóspede já não começa quando ele recebe a chave do quarto, mas muito antes: no momento em que faz a reserva. Cada interação cria uma expectativa de agilidade, personalização e continuidade que o hotel precisa atender durante toda a estadia. Nesse contexto, a evolução para as credenciais digitais deixa de ser uma tendência e se torna um passo inevitável: a experiência iniciada na reserva deve continuar de forma fluida até o acesso ao quarto. Quando processos desconectados, informações duplicadas ou esperas desnecessárias interrompem essa experiência, o hóspede não percebe um problema tecnológico; ele simplesmente sente que o serviço ficou aquém do esperado.
Um hotel de grande porte toma centenas de decisões operacionais por dia, e a qualidade dessas decisões depende das informações disponíveis em cada momento. Quando o controle de acesso não está conectado ao sistema de operações, a equipe não sabe em tempo real quais quartos estão disponíveis para intervenção. Quando as redes e a conectividade funcionam de forma isolada, um problema de sinal em determinada área pode passar despercebido até que um hóspede o relate.
Sem integração entre os sistemas de energia, automação e as demais áreas, o consumo em espaços desocupados também pode deixar de ser identificado. Os dados existem, mas não estão conectados. A passagem da chave física para a credencial digital insere o acesso nesse conjunto de informações e permite que segurança, operação e experiência evoluam de forma coordenada.
Uma suíte de tecnologias confiáveis, projetadas para crescer conforme a necessidade do hotel, otimizar processos e melhorar a experiência de hospitalidade, pode usar cada dado de maneira prática. A chegada de um hóspede ao quarto, por exemplo, pode acionar a climatização, atualizar o status da unidade no sistema de operações e confirmar ao PMS que o processo foi concluído, sem intervenção manual. As credenciais digitais permitem que o acesso deixe de funcionar de forma isolada e passe a integrar uma experiência mais eficiente e segura. A transição para esse modelo é irreversível e fundamental para atender às novas expectativas dos hóspedes sem acrescentar complexidade à operação.
Da mesma forma, os dados sobre o uso da rede podem ajudar a prever pontos de saturação e redistribuir a capacidade antes que o hóspede perceba qualquer problema. Já as informações sobre o consumo de equipamentos e itens por área ou perfil de hóspede podem orientar decisões de reposição mais precisas e menos custosas do que aquelas baseadas apenas em registros manuais. Essa lógica também se aplica ao acesso: ao adotar credenciais digitais, o hotel pode reunir autorização, segurança e experiência em um mesmo fluxo, reduzindo atritos e tornando a operação mais eficiente.
Essa capacidade distingue um hotel que apenas reage ao que aconteceu de outro que consegue antecipar o que está por vir. A diferença depende menos do tamanho da propriedade do que da capacidade de seus sistemas de compartilhar dados em tempo real. A substituição da chave física faz parte dessa evolução para credenciais digitais conectadas. Quando a integração funciona, as equipes ganham tempo para se antecipar às necessidades dos hóspedes, enquanto operação, segurança e experiência avançam juntas.
Na maioria dos hotéis da América Latina e do Caribe, as informações ainda se acumulam separadamente em cada sistema. Segundo o relatório The Future of Hotel Data Report, 49% dos profissionais da hotelaria em todo o mundo têm dificuldade para acessar os dados necessários a decisões críticas de receita e operação. Outros 40% apontam os sistemas desconectados como seu principal obstáculo. O desafio está na integração das tecnologias. Compreender essa diferença permite agir com precisão e gerar resultados concretos.
Dados integrados como vantagem competitiva regional
Segundo dados do Hotel Business Intelligence Software Market, o mercado de plataformas de análise de dados para hotelaria deve crescer 10,3% ao ano entre 2024 e 2033, passando de US$ 3,4 bilhões para US$ 9,3 bilhões. A projeção reflete a importância da informação integrada para a eficiência operacional do setor.
Na América Latina e no Caribe, onde o turismo mantém uma trajetória de crescimento e a concorrência entre destinos e empreendimentos aumenta, a oportunidade vai além da adoção de novas tecnologias. Ela está em fazer com que esses recursos funcionem de forma coordenada. Integrar informações entre as diferentes áreas da operação ajuda a antecipar necessidades, otimizar recursos e oferecer uma experiência consistente do início ao fim da estadia.
A hospitalidade do futuro já começou. E, como costuma acontecer com a boa tecnologia, os hóspedes talvez não percebam os sistemas por trás da experiência. Perceberão apenas que tudo funcionou. Para saber mais sobre integração tecnológica na hotelaria, acesse o site da Vingcard.
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Por Luisa Fernanda Rubio Tabares, diretora-geral da Vingcard | ASSA ABLOY na América Central
A Vingcard é fornecedora de soluções de acesso e tecnologias integradas desenvolvidas para atender às necessidades em constante evolução dos segmentos de hotelaria e Build to Rent. Com o compromisso de ser a parceira estratégica do setor, a empresa oferece um ecossistema de soluções de segurança centralizadas em nuvem, que inclui Mobile Access, conectividade, gestão de ativos, plataforma de integração com PMS e um conjunto avançado de ferramentas para gestão operacional.
Por meio da tecnologia, a Vingcard proporciona operações mais seguras, maior eficiência e decisões mais assertivas, baseadas em análises avançadas de dados. A empresa redefine a hospitalidade moderna ao combinar eficiência operacional com inovação, transformando a experiência dos hóspedes em uma jornada alinhada às demandas do futuro.
A Vingcard foi reconhecida como “Melhor Fornecedora Global de Soluções de Acesso Digital” e “Melhor Fornecedora Mundial de Soluções para Gestão de Ativos Hoteleiros” pelo World Travel Awards em 2022. No mesmo ano, também recebeu o NFC Forum Innovation Awards como a “Melhor Fornecedora Mundial de Soluções Inovadoras Baseadas em NFC (Near Field Communication)”.
(*) Crédito das fotos: Divulgação/Vingcard | ASSA ABLOY














