A Booking.com compartilhou informações sobre a AgentHub, plataforma interna que oferece agentes modulares de IA (Inteligência Artificial) para suas equipes. A infraestrutura compartilhada e as configurações orientadas pela plataforma permitem que times da companhia, incluindo profissionais de experiência do usuário, gerentes de produto e desenvolvedores, criem e aprimorem agentes com mais rapidez.
As informações foram divulgadas em publicação no blog da empresa, que tem trabalhado em diversas iniciativas, como um acelerador de IA para PMEs (Pequenas e Médias Empresas) em parceria com a OpenAI. Segundo o texto, a AgentHub permite que as equipes implementem agentes de IA “em questão de horas”. “À medida que começamos a criar e lançar cada vez mais casos de uso baseados em GenAI (Inteligência Artificial Generativa), tivemos que fazer uma pergunta mais fundamental: será que cada equipe realmente precisa resolver tudo isso novamente para cada novo caso de uso?”, diz Guy Nadav, diretor de Machine Learning e IA da Booking.com.
Para o executivo, a questão levou a companhia a desenvolver a AgentHub. A proposta é permitir que o agente raciocine sobre uma tarefa e utilize ferramentas que disponibilizam recursos existentes, como recuperação de informações, dados de propriedades, recomendações, inteligência de conteúdo, APIs internas ou serviços externos, aponta o Phocuswire.
Nadav também descreve o trabalho da Booking.com com plataformas de machine learning e IA voltadas a classificação, recomendações e inteligência de conteúdo, esclarecendo que a AgentHub utiliza essas estruturas como base. “Nós simplesmente adicionamos uma nova camada capaz de raciocinar sobre quando e como utilizá-las”, acrescenta.
A empresa aponta que a AgentHub tem aplicações em diferentes etapas da jornada de reserva, desde descoberta e planejamento até a contratação, venda cruzada e gerenciamento da viagem.
Agente responde dúvidas sobre propriedades
Um dos primeiros agentes desenvolvidos na AgentHub é o AI Trip Planner Q&A, voltado a responder perguntas de viajantes sobre propriedades. A ferramenta identifica os empreendimentos mencionados pelos usuários e associa cada um ao respectivo ID de propriedade na Booking.com. Em seguida, busca informações relevantes nos sistemas internos e calcula distâncias e tempos de deslocamento até locais como pontos turísticos e centros de transporte.
A companhia reconstruiu um fluxo que anteriormente seguia regras determinísticas. Com a nova estrutura, o agente passou a decidir quais sistemas devem ser acionados para responder a cada solicitação. Segundo a empresa, a mudança resultou em melhorias na relevância das respostas e do contexto, além de maior precisão factual. Também houve redução na taxa de rejeição do modelo de linguagem de grande escala.
Booking.com planeja ampliar recursos
A Booking.com ressalta que a plataforma ainda está em evolução. Entre os próximos recursos planejados estão a colaboração entre múltiplos agentes, capacidades multimodais para imagens e outros formatos que não sejam texto, memória de longo prazo e personalização.
A companhia também pretende aprimorar os métodos de acionamento de ferramentas e a otimização da estrutura de execução dos agentes. A iniciativa acompanha outros movimentos do setor de viagens. Xavier Amatriain, diretor de IA e Dados do Expedia Group, também apresentou recentemente o modelo operacional da empresa para IA e definiu um agente como “um sistema alimentado por IA que trabalha em direção a um objetivo”.
Amatriain descreve o futuro da IA para viagens como um “sistema composto e multiagente”. Para o executivo, agentes especializados podem gerar valor ao executar tarefas específicas, como auxiliar na descoberta de opções, comparar propriedades, montar itinerários, responder perguntas ou ajudar viajantes a realizar alterações durante a viagem.
(*) Crédito da foto: Divulgação















