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Três perguntas para: João Paulo de Almeida

A abertura de um hotel depende da coordenação entre prazos, equipes e processos. É nessa frente que atua João Paulo de Almeida, gerente corporativo de Implantações da Slaviero Hospitalidade. Com 14 anos de trajetória na empresa, o profissional reúne experiência em diferentes áreas da operação, das atividades administrativas e financeiras à recepção, ao controle interno e à gerência.

Formado em Gestão Financeira, com MBA em Gestão de Projetos, Almeida cursa atualmente pós-graduação em Gerenciamento de Obras. Sua vivência nas unidades orienta o trabalho de identificar necessidades operacionais e estruturar o suporte corporativo às implantações. Sua área também abrange procedimentos e padrões, homologação de fornecedores, implementação de ferramentas e outras soluções voltadas à operação dos hotéis.

Nascido em Três Barras do Paraná e criado em Curitiba, o executivo conheceu diferentes regiões do Brasil, experiências que ampliaram sua compreensão sobre a diversidade cultural e as formas de acolhimento na hospitalidade brasileira. Antes de ingressar no setor, participou de projetos sociais que contribuíram para desenvolver seu olhar para as pessoas. Na música, aprecia diferentes gêneros, conforme o momento.

Na entrevista a seguir, Almeida explica como a Slaviero Hospitalidade gerencia as etapas críticas da implantação de hotéis, prepara e integra equipes e conduz conversões. O profissional também detalha as condições que permitiram concluir a conversão do Slaviero Hotel Porto Alegre em 23 dias, diante de uma média de implantação de três meses na rede, e os cuidados necessários para acelerar a transição e preservar a continuidade da operação.

Três perguntas para: João Paulo de Almeida

Hotelier News: A Slaviero Hospitalidade utiliza uma metodologia com mais de 1 mil ações e o Método do Caminho Crítico nas implantações. Quais etapas mais costumam ameaçar o prazo de abertura e como a equipe decide onde intervir primeiro?

João Paulo de Almeida: A empresa utiliza ferramentas próprias de acompanhamento e gestão, desenvolvidas internamente e adaptadas à realidade da organização. Nossa principal referência, porém, é o histórico dos projetos. A experiência acumulada permite analisar desvios e aprendizados, identificar padrões, simular cenários e antecipar situações que possam afetar a implantação em curso.

As etapas mais críticas são aquelas que reúnem múltiplas dependências, têm pouca ou nenhuma folga ou podem provocar impactos em cadeia. O Método do Caminho Crítico é essencial porque indica onde um atraso pode comprometer entregas subsequentes e, por consequência, a data de abertura.

No período pré-operacional, realizamos reuniões objetivas com os responsáveis por cada área para monitorar metas, prazos, dependências e desvios. A ordem de intervenção é definida conforme o impacto potencial no cronograma, concentrando esforços no que pode comprometer a abertura.

A combinação entre histórico, ferramentas de gestão e acompanhamento próximo qualifica a tomada de decisão e reduz os riscos da implantação.

HN: Como a Slaviero Hospitalidade prepara e integra as equipes durante uma implantação, especialmente quando parte dos profissionais já trabalhava no hotel?

JPA: A preparação reúne áreas estratégicas, gestores e uma equipe multidisciplinar. Aplicamos um rito de treinamento estruturado, que contempla Recepção, Reservas, Governança, Alimentos e Bebidas, além das áreas administrativas, considerando as particularidades de cada empreendimento.

Profissionais em preparação para assumir novas responsabilidades na organização também podem participar. Além de apoiar a capacitação e a estabilização operacional, eles contribuem para validar e disseminar padrões e procedimentos.

Quando parte da equipe já atuava no hotel, preservamos o conhecimento local como um ativo. Esses profissionais conhecem a rotina, o público e as particularidades do empreendimento. Por isso, o trabalho não parte do zero: alinhamos essa experiência aos padrões, sistemas, processos e à forma de atuação da Slaviero Hospitalidade.

A capacitação é contínua e segue uma metodologia definida. Os procedimentos operacionais permanecem disponíveis para consulta, inclusive na plataforma de educação a distância (EAD), que integra o programa Escola Slaviero de Hospitalidade. Assim, a preparação não termina na abertura, mas continua apoiando a equipe na operação e na consolidação dos processos.

HN: A conversão do Slaviero Hotel Porto Alegre foi concluída em 23 dias, enquanto a média de implantação da rede é de três meses. Que condições permitiram esse prazo e quais cuidados são indispensáveis para acelerar uma conversão sem comprometer a operação?

JPA: Uma conversão em prazo reduzido exige equipe qualificada e mobilizada, governança clara e agilidade na tomada de decisões. No Slaviero Hotel Porto Alegre, o cronograma foi viabilizado pelo planejamento e pela antecipação das principais atividades, ainda antes do início efetivo da conversão.

O diagnóstico antecipado do empreendimento permitiu identificar necessidades e priorizar as entregas com maior impacto no prazo e na continuidade da operação. Também é fundamental distinguir abertura de estabilização. A transição pode acontecer rapidamente, mas a consolidação de processos, rotinas e equipes requer acompanhamento e ajustes posteriores.

Acelerar uma conversão, portanto, não significa eliminar etapas. Conformidade, documentação, treinamento e controle orçamentário devem ser preservados. A governança precisa assegurar responsabilidades definidas, informações acessíveis e monitoramento contínuo.

Em síntese, a velocidade resulta de preparação consistente, experiência acumulada e coordenação eficiente entre as áreas.

(*) Crédito da foto: Divulgação/Slaviero Hospitalidade

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